FUP e Sindipetro BA cobram da Petrobrás respostas urgentes à pauta dos trabalhadores da Rlam FUP e Sindipetro BA cobram da Petrobrás respostas urgentes à pauta dos trabalhadores da Rlam

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 23 de fevereiro de 2021

Os sindicalistas alertaram a empresa para a possibilidade de uma grande convulsão social diante da crise do preço dos combustíveis, consequência da política de preços da Petrobrás, que será agravada pela venda das refinarias

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Em reunião de negociação com a FUP e o Sindipetro Bahia na tarde dessa segunda-feira (22), representantes do RH corporativo da Petrobrás afirmaram que terão dificuldades de dar algumas respostas à pauta de reivindicações da categoria diante da iminente mudança no alto comando da Petrobrás, o que, consequentemente, acarretará trocas na estrutura da diretoria e gerências executivas.

Durante a reunião, que aconteceu às 16h através de aplicativo de videoconferência, as diretorias do Sindipetro e da FUP disseram compreender a situação, mas ressaltaram a necessidade de realizar outras reuniões de negociação o mais rápido possível, a fim de construir uma agenda e ter respostas à pauta que foi entregue.

Na mesa de negociação, os dirigentes sindicais acrescentaram mais um item à pauta de reivindicações: a incorporação dos trabalhadores concursados da PBIO à Petrobrás, caso a Usina de Biocombustíveis de Candeias seja realmente vendida.

Diante do grande aumento do número de casos de contaminação da Covid-19, os dirigentes sindicais cobraram ainda que seja aberta negociação para buscar uma solução para a Parada de Manutenção que está prestes a ocorrer, na RLAM, informando que um ofício será envaido ao RH Corporativo cobrando providências e uma reunião específica com o SMS.

Enquanto entidades representativas da categoria petroleira, a Fup e o Sindipetro deixaram claro que continuarão a luta paralela contra o desmonte e venda das unidades da Petrobrás na Bahia, defendendo a Rlam, o Temadre, a PBIO, as termelétricas e os campos terrestres.

Os diretores salientaram ainda que a FUP e seus sindicatos respeitam a mesa de negociação e só recorrerão à greve, caso não haja avanços nas negociações.

Eles também falaram dos impactos da venda da Rlam e seus terminais para o fundo de investimento dos Emirados Árabes, o Mubadala, que, além de estar causando grande insegurança na força de trabalho, atinge, de forma cruel, esses trabalhadores que residem nos mais variados municípios da Bahia.

Os sindicalistas alertaram a estatal para a possibilidade de uma grande convulsão social diante do aumento dos preços dos combustíveis e gás de cozinha, da política de preços da Petrobrás e da venda das refinarias, que já estão sendo subutilizadas. Eles lembraram a grande comoção e revolta popular que levou milhões de chilenos a ocupar as ruas, quando o país adotou o preço de paridade de importação, elevando os preços dos combustíveis.

A próxima reunião acontece na quinta-feira (25), às 16h, após as reuniões do Conselho de Administração da Petrobrás, nos dias 23 e 24/02, quando deve ser confirmada a mudança na presidência e, consequentemente, em diretorias da estatal.