Incêndio na Regap coloca vida de trabalhadores em risco Incêndio na Regap coloca vida de trabalhadores em risco

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 14 de abril de 2021

Na madrugada da última segunda-feira (13) um incêndio no mancal da turbina do 210K01 da HDT colocou em risco os trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos (Regap), resultado de mais uma decisão inconsequente da gerência.

O sistema de segurança alarmou a falha e tripou em sequência por volta das 4 da manhã. Os operadores foram verificar o motivo do trip e se depararam com um incêndio no compressor, que foi apagado imediatamente graças à rápida atuação deles. Ainda assim, alguns eletrodutos e instrumentos foram queimados e danificados.

De acordo com informações apuradas pelo Sindipetro/MG, o equipamento 210K01 apresentou uma contaminação no sistema de lubrificação que não foi corrigida antes de iniciar a partida da unidade e apresentou também um vazamento de óleo após a partida, que poderia ter sido verificada por causa dessa contaminação.

O coordenador do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori, ressalta que “por uma decisão gerencial irresponsável que, mais uma vez, escolheu as metas do PPP acima da segurança dos petroleiros, o equipamento partiu com o óleo contaminado e com um vazamento. Para completar, os instrumentos de monitoramento de temperatura partiram sem indicar no painel de controle da unidade, o SDCD.”

Visando benefícios próprios, gerência da Regap gera grande prejuízo para Petrobrás

O incêndio que aconteceu no equipamento 210K01 na Regap, que felizmente não feriu nenhum trabalhador, é um exemplo concreto da falta de responsabilidade da gerência com a vida de quem trabalha na refinaria.

Todos os gerentes da unidade estavam cientes da falha no equipamento e do potencial de risco desta falha. Mas, com o egoísmo de uma absurda vontade de subir na carreira e engordar o PPP a qualquer custo, eles colocam vidas em risco.

Para piorar, ainda geraram grande prejuízo para a empresa: enquanto o custo da manutenção seria de aproximadamente R$ 100 mil, cada hora em que a unidade fica parada gera uma perda de receita de cerca de R$ 350 mil. Ou seja, um prejuízo na casa dos milhões de reais, já que a unidade deve ficar pelo menos três dias sem operar devido ao incêndio.

“Resta saber que atitude a direção da Petrobras tomará em relação a um caso como esse. Mesmo sabendo que a atual gestão da Petrobras não se preocupa com a vida dos trabalhadores e tão somente com o valor da companhia para o mercado, ou seu EVA (Valor Econômico Adicionado), deveria tomar atitudes contra esses gerentes que provocaram esse absurdo prejuízo e principalmente, de forma reiterada, colocaram nossas vidas em risco. O fato do gerente geral e demais gerentes da Regap saberem do problema e ainda assim não atuarem de forma correta é um absurdo que deve ser apurado e responsabilizar os culpado”, declarou o coordenador do Sindipetro/MG