Petrobras altera unilateralmente regras do PCR  Petrobras altera unilateralmente regras do PCR 

Diversos, Notícias, Tribuna Livre, Novidades | 23 de abril de 2021

A arapuca armada aos petroleiros e petroleiras pela Petrobrás em meados de 2018 com o Plano de Cargos e Remuneração (PCR) está se revelando aos trabalhadores que aderiram ao Plano. Em uma decisão unilateral da empresa, foi feita a retirada do avanço automático de carreira no prazo de 5 anos, termo que foi acordado com a categoria na época.

O Sindipetro/MG já acionou o departamento jurídico para tratar do assunto e defender o direito dos trabalhadores que foram convencidos – quando não chantageados – pela Petrobrás. Na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, 47% dos petroleiros aderiram ao PCR e agora sofrem as consequências dessa armadilha.

Como alertamos na época, o PCR foi uma manobra da empresa para retirar direitos da categoria petroleira. O Plano foi imposto pela Petrobrás, sem a devida negociação com os sindicatos representantes dos trabalhadores, acabou com a isonomia na mobilidade e progressão de cargos, além de legalizar o desvio de função, com sobrecarga de trabalho e facilitando a extinção de cargos, a terceirização da atividade fim e a privatização.

Em Minas Gerais, uma ação movida pelo Sindipetro/MG pediu a nulidade da alteração promovida nos contratos individuais de trabalho, porém o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-3) entendeu que não há irregularidades no Plano e que os empregados estavam cientes das regras antes da adesão, além de concluir que não houve afronta à Constituição. Atualmente, o processo está no Tribunal Superior do Trabalho (TST) aguardando decisão sobre o recurso interposto.

Trabalhadores que continuaram no PCAC são prejudicados por gerência

Não bastasse prejudicar os petroleiros que aderiram ao PCR, o Sindipetro/MG recebeu denúncias de trabalhadores que continuaram no Plano de Classificação e Avaliação de Cargos (PCAC) e que estão sendo prejudicados no Gerenciamento de Desempenho (GD). 

Além de usar certos parâmetros de avaliação e estabelecer metas extremamente subjetivas, os gerentes da Petrobrás, de forma recorrente, manipulam as notas do GD para direcionar trabalhadores para avanço de nível e promoções conforme seu gosto pessoal. Mais uma vez o falso discurso da meritocracia é usado como disfarce para privilegiar os “amigos do rei”.