Disputa eleitoral vai para segundo turno

É na prorrogação que todas as forças se unem para conquistar a vitória

A disputa para presidente da República ganhou uma prorrogação com nova votação em segundo turno no próximo dia 30 de outubro. No primeiro turno, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu vitorioso com mais seis milhões de votos acima do atual presidente Jair Bolsonaro.  Com 57.259.504 votos, Lula, candidato da Coligação Brasil Esperança (PT, PCdoB e PV) recebeu 48,4% da votação total. Bolsonaro (PL) teve 43,2% (51.072.345). 

Lula recebeu 25 milhões de votos a mais que Haddad em 2018. Ganhou na maioria dos estados e municípios brasileiros. No entanto, o resultado de Bolsonaro acima das estimativas divulgadas pelas pesquisas eleitorais, assim como a ampliação da bancada conservadora na Câmara Federal e no Senado, acende o alerta de que o bolsonarismo se consolida no jogo político, mesmo pregando machismo, racismo, homofobia, autoritarismo, apologia à violência, falta de compaixão e solidariedade com os mais necessitados. 

O avanço do conservadorismo com a eleição de ex-ministros e apoiadores de Bolsonaro representa uma ameaça ao progresso social conquistado nos governos de Lula e Dilma, com reflexos para a democracia no Brasil. 

De acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), o PL, partido de Bolsonaro, terá a maior bancada mineira no Congresso com 11 deputados, seguido pela bancada PT, PCdoB e PV com dez representantes. Seguidos pelo Avante, com cinco, e PSD, com quatro representantes. Dentro desse quadro, é importante destacar como positivo a eleição de mulheres progressistas (indígenas, trans e negras) que vão fazer a diferença. Na Assembleia Legislativa de Minas, em 2023, haverá a maior bancada feminina da história com 15 deputadas, sendo quatro do PT e uma do PSOL. 

Na eleição para governador de Minas, Romeu Zema (Novo) se elegeu com 56,51% dos votos em primeiro turno, ganhando força para avançar na privatização das estatais estratégicas de Minas, como a Cemig e a Copasa e, assim como Bolsonaro, continuar desmantelando as áreas da saúde, educação, meio ambiente e economia com sua política privatista e neoliberal. 

A categoria petroleira e a parte da sociedade que já acordou para o pesadelo que significa a continuidade desse desgoverno, que se não for detido levará a frente o processo de privatização da Petrobrás, tem a oportunidade histórica de derrotar o bolsonarismo e fortalecer um governo desenvolvimentista, elegendo Lula presidente do Brasil no dia 30/10. 

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