Gestão Bolsonarista coloca em risco empregos na PBio

A terceira contraproposta da Petrobrás para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) é uma afronta à unidade da categoria petroleira

por Sindipetro/MG

A luta contra a privatização e em defesa do desenvolvimento regional e dos empregos ficou marcada na história pela ampla adesão dos petroleiros da PBio e pela solidariedade mani- festada por outras unidades da Petrobrás | Foto: Sindipetro/MG

A terceira contraproposta da Petrobrás para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) é uma afronta à unidade da categoria petroleira e um ataque direto aos petroleiros e petroleiras da Usina de Biocombustível Darcy Ribeiro, da Petrobrás Biocombustível, em Montes Claros/MG.

Ao insistir na exclusão do parágrafo 4º da Cláusula 42 do Acordo Coletivo, que trata sobre excedente de pessoal, a Petrobrás quer que a categoria chancele demissões de centenas de trabalhadores das subsidiárias e unidades que estão sendo privatizadas. A tática adotada pela empresa desde o início das negociações é a de dividir a categoria entre “Aposentados e Ativos”, “Petrobrás e Subsidiárias”.  

Todas as conquistas recentes da categoria petroleira são frutos da unidade que foi construída pelas trabalhadoras e pelos trabalhadores no decorrer da luta. Greves nacionais, como a Greve de 2018 e a Greve de 2020, têm os seus lugares na história da categoria justamente por conta da unidade sob a qual foram construídas. Assim foi também com a greve realizada pela categoria petroleira da Petrobrás Biocombustível (PBio), em 2021.

A luta contra a privatização e em defesa do desenvolvimento regional e dos empregos ficou marcada na história pela ampla adesão dos petroleiros da PBio e pela solidariedade manifestada por outras unidades da Petrobrás. A insistência da Petrobrás em retirar do ACT a garantia de emprego para as subsidiárias é um jogo baixo, que busca dividir a categoria petroleira e desmontar a sua cultura de unidade e luta. 

É importante lembrar que esse ataque da gestão da Petrobrás afeta sobretudo os trabalhadores das unidades que estão em processo de privatização, mas também coloca em risco os efetivos de áreas que não estão à venda.