Grito dos Excluídos: Um contraponto às manipulações no 7 de Setembro

Em Belo Horizonte, o ato será às 9 horas, na Praça Vaz de Melo

Na sua 28ª edição, o Grito dos Excluídos e Excluídas deste ano tem como lema: Brasil 200 anos de independência para quem? Vida em primeiro lugar. Promovido por movimentos populares, religiosos e sindicais, entre outras organizações comprometidas com as causas das populações mais vulneráveis, é um espaço de denúncias e reflexões sobre as injustiças sociais. No dia 7 de setembro, acontecerão atos em todo o país. Em BH, o ato será às 9 horas, na Praça Vaz de Melo (Av. Antônio Carlos com rua Além Paraíba).

O Grito dos Excluídos acontece num momento de ataques à democracia e manipulações com a simbologia da Independência do Brasil. Na véspera das eleições, a data tem sido usada pelo governo Bolsonaro para criar comoção e nublar os graves problemas econômicos, políticos e morais que assolam o país e essa gestão. Imitando o Exército que trouxe em 1972 os corpos de d. Pedro 1º e d. Maria Leopoldina, Jair Bolsonaro trouxe emprestado de Portugal o coração do primeiro imperador mantido em formol. Resquícios da Ditadura e necessidade de reafirmar mitos que acabam por tornar o Dia da Independência tão mórbido quanto a necropolítica do presidente que não se comove com a morte de mais de 684 mil brasileiros vítimas da Covid. 

Como um contraponto ao Grito da Independência, o Grito dos Excluídos e Excluídas, mais do que nunca, pede uma reflexão sobre a soberania nacional e o atual modelo de “desenvolvimento” baseado no lucro e na acumulação privada. Somente nas lutas populares será possível a construção de um novo projeto de sociedade, onde os mais vulneráveis estejam incluídos tendo garantidos pelo Estado os seus direitos básicos.