Minas rejeita por ampla maioria contraproposta rebaixada de ACT

Assembleias referendaram também a cobrança de prorrogação do ACT e autorizaram a FUP a retomar as negociações diretamente com o RH da Petrobrás ou sob mediação do TST
Foto: Sindipetro/MG

A categoria petroleira de Minas Gerais rejeitou por ampla maioria a terceira contraproposta rebaixada de ACT da Petrobrás. As petroleiras e petroleiros também referendaram a cobrança de prorrogação do ACT e  autorizaram a Federação Única dos Petroleiros (FUP) a retomar as negociações diretamente com o RH da Petrobrás ou sob mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). As assembleias foram realizadas entre os dias 24 de agosto e 2 de setembro, abrangendo a categoria petroleira ativa, aposentada e pensionista de todo o estado de Minas Gerais.

Finalizadas em todas as bases da FUP, a rejeição da contraproposta por ampla maioria evidencia a indignação da categoria petroleira com a empresa, que tem realizado um jogo sujo para impor um ACT recheado de retrocessos. Além da retirada de direitos e da chantagem de colocar os trabalhadores na CLT, relatos recebidos pela FUP denunciam que a empresa tem intimidado empregados com cargos de confiança que participaram das assembleias. As entidades sindicais também têm sofrido ataques, com seus diretores sendo impedidos de ingressar em algumas unidades.

“O resultado nacional das assembleias reforça a unidade da categoria petroleira, que não se deixa amedrontar pelos ataques da gestão bolsonarista da Petrobrás. É inadmissível que a empresa petrolífera que mais paga dividendos no mundo, insista em pedir resiliência aos seus trabalhadores e tente dividir a nossa categoria, atacando a AMS e retirando do ACT a garantia de emprego aos petroleiros das subsidiárias. É em nossa unidade que construímos a luta por nossos direitos, e é unidos que continuaremos a defendê-los” afirmou o diretor do Sindipetro/MG, Guilherme Alves.

Próximos passos

Com a autorização da categoria petroleira, a FUP e seus sindicatos buscarão retomar as negociações, diretamente com o RH da Petrobrás ou sob mediação do TST, para avançar em seis pontos que atacam diretamente o ACT. Entre os pontos, estão o limite de 13% para descontos da Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS); o fim dos ataques à organização sindical; e a manutenção da relação “trabalho x folga” em “1 x 1,5”, no regime de turno de 12h nos prédios administrativos.

“Esperamos que a Petrobrás cesse os ataques contra a categoria e sente a mesa para negociar um ACT que respeite quem produz os lucros da empresa. As assembleias mandaram uma mensagem direta aos gestores da Petrobrás, a nossa categoria exige ser tratada com dignidade” disse o coordenador-geral do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori.