Não aceitaremos nenhuma intimidação!

A mesma Petrobrás que bate recordes de lucro e distribuição de dividendos aos acionistas se recusa a renovar o Acordo Coletivo vigente

por Sindipetro/MG

Foto: Sindipetro/MG

Em vez de negociar com as entidades sindicais, a gestão bolsonarista da Petrobrás faz ameaças e chantagens para empurrar goela abaixo dos trabalhadores sua contraproposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A tentativa é de intimidar a categoria, impondo retrocessos ao ACT. A empresa alardeia que vai suprimir as conquistas históricas das petroleiras e petroleiros, ameaçando com uma transição para a CLT, caso o acordo não seja assinado até 31/08.

A empresa enviou aos trabalhadores um vídeo expondo a ameaça, que tem claro objetivo de amedrontar e desmobilizar a luta da categoria por um ACT digno. As atitudes demonstram que os gestores da Petrobrás não se importam com aqueles que por meio do seu trabalho, fizeram com que a Petrobrás tivesse lucro e distribuição de dividendos recordes.

Na lógica de sempre beneficiar as chefias, a em- presa chega a oferecer acordo individual para cargos com maior remuneração. No seu vale tudo, in- veste em dividir e desmobilizar os trabalhadores, assim como tentou fazer em 2019.

A Petrobrás diz que a sua contraproposta é um esforço máximo, mas na prática não manifesta os devidos esforços para negociar as pautas da categoria. “Essa contraproposta só pode ser considerada esforço máximo por uma empresa que tenha consideração mínima para com os trabalhadores. A mesma Petrobrás que bate recordes de lucro e distribuição de dividendos aos acionistas se recusa a renovar o Acordo Coletivo vigente. Ela deveria valorizar quem realmente produz nessa empresa, avançando nos pontos reivindicados. Para nós, a negociação continua e iremos cobrar da Petrobras
uma contraproposta que respeite a categoria”, afirma o coordenador geral do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori