Petrobrás 69 anos: nada a comemorar diante do desmonte no governo Bolsonaro

A Petrobrás completou 69 anos de existência no dia 3 de outubro. Para o povo brasileiro e as trabalhadoras e trabalhadores que pagam a conta do desmonte da Petrobrás, não há o que comemorar.
Rio de Janeiro – Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A maior empresa estatal brasileira, que já foi orgulho nacional ao   impulsionar o desenvolvimento econômico e social do país e investir na exploração do pré-sal, hoje só vai bem para os acionistas privados que comemoram recordes em dividendos, em detrimento da população, duramente afetada pelos preços dolarizados dos combustíveis no governo Bolsonaro. 

Desde o governo Temer, a empresa segue sendo fatiada e encolhendo, tornando-se exclusivamente produtora e exportadora de petróleo bruto, com a diminuição de investimento em refino e privatização de refinarias. 

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/subseção FUP), de 2013 a agosto de 2022, a Petrobrás vendeu 94 ativos (80 no Brasil e 14 no exterior), totalizando US$ 59,8 bilhões. Somente no período Bolsonaro, entre janeiro de 2019 e agosto deste ano, foram vendidos 63 ativos (67% do total até aqui), no valor de US$ 33,9 bilhões, incluindo subsidiárias estratégicas, como a BR Distribuidora, refinarias, campos de petróleo, terminais, gasodutos, termelétricas, usinas eólicas, entre outros.

“Com os desinvestimentos, a Petrobrás vai deixando de ser uma empresa integrada e perde capacidade econômico-financeira de resistir a sobressaltos do volátil mercado global de petróleo e gás natural. Sob o argumento de ‘aumento da concorrência’ e ‘queda dos preços’, a Petrobrás está vendendo ativos importantes, em áreas estratégicas, a preços de banana”, destaca Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP. 

Neste mês de aniversário, a Refinaria Gabriel Passos (Regap), entre outras refinarias, continua na lista de privatizações. E a mobilização da categoria petroleira precisa continuar nas ruas e nas urnas.

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