Petrobrás encerra processo de venda da Regap

Mobilização e resistência da categoria petroleira fizeram com que empresa recuasse de projeto entreguista

por Sindipetro/MG | Atualizada em 23 de novembro

A Petrobrás anunciou na semana passada que encerrou o processo de venda da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim/MG. De acordo com o comunicado da empresa, “as condições da proposta apresentada ficaram aquém da avaliação econômica-financeira da Petrobras”. Porém, este recuo da empresa é na verdade resultado direto da resistência da categoria petroleira de Minas Gerais.

Os últimos 6 anos foram marcados pela força de mobilização dos petroleiros e das petroleiras. As greves, as paralisações e as setorizadas no gramado da Regap estabeleceram o tom da luta da categoria, que hoje se consagra vitoriosa. Em mensagem à categoria petroleira, o coordenador geral do Sindipetro/MG destacou a importância da luta realizada nos últimos anos e do engajamento de cada trabalhador e trabalhadora.

“Cada um que fez parte dessa luta teve um papel decisivo nessa vitória tão grande. É uma fala durante a assembleia, é uma ajuda na campanha das redes sociais e, principalmente, a participação ativa nos momentos de enfrentamento. Tudo isso se somou e ofereceu condições para que a Regap permaneça ao serviço do povo mineiro e a serviço do Brasil” afirmou o coordenador geral.

Alexandre Finamori ainda destacou que este é um momento de comemoração e de orgulho da categoria. Mas também é necessário que os petroleiros e as petroleiras se mantenham mobilizados para reconstruir a Petrobrás. “Muitas coisas precisam ser mudadas na Regap e na Petrobrás e esse será o desafio dos próximos anos” alertou Alexandre Finamori.

Reconstruir a Petrobrás

A permanência da Regap em Minas Gerais é um passo importante na luta para reconstruir a Petrobrás. Este é o momento de avançar na pauta petroleira, exigindo a não privatização de outras refinarias postas a venda e a reestatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), no estado da Bahia.

Retomar a Petrobrás é fazer com que ela seja uma empresa aliada dos interesses sociais e presente no cotidiano dos brasileiros. No Brasil, somente a Petrobrás estatal é capaz de fazer uma transição energética justa e eficiente, com a urgência que o meio ambiente pede.

Também se faz necessário manter a luta pelos direitos dos nossos trabalhadores ativos, dos aposentados e dos pensionistas. Direitos que foram atacados nos últimos anos.

O Sindipetro/MG seguirá cobrando por melhorias no ambiente de trabalho para os funcionários próprios e terceirizados. E juntos, petroleiros e petroleiras, movimentos sociais e parlamentares, seguiremos construindo um projeto energético soberano e popular.