Regap exposta aos riscos de grande acidente

O trip ocorreu nas unidades de produção de hidrogênio
Refinaria Gabriel Passos/ Fonte: Geografia Mundial

A redução do número de efetivo mínimo continua causando insegurança aos petroleiros da Regap. Durante a noite do último dia 23, após a ocorrência de trip das unidades de produção de hidrogênio, a gerência local se viu pressionada a correr contra o tempo e solicitar que os trabalhadores que estavam em descanso comparecessem à refinaria para suprirem a falta de operadores.

De acordo com os relatos dos petroleiros do HDT, presentes no momento da ocorrência, o trip ocorreu nas unidades de produção de hidrogênio, e foi provocada pela falta de manutenção da válvula de carga de gás natural da U-409, que estava sendo ajustada manualmente por vários dias. A unidade operava com dois trabalhadores a menos do que o Sindipetro/MG considera ser o número mínimo ideal.

Essa constante operação em efetivo reduzido é uma decisão econômica da gestão bolsonarista da Petrobrás, que não tem se importado com a preservação da vida dos trabalhadores e nem mesmo se importam com os danos aos equipamentos e consequente perda de produção.

O coordenador-geral do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori, afirma que esse é um cenário generalizado da Regap e de outras unidades da Petrobrás. Consequência direta de um projeto político-econômico de entreguismo do governo Bolsonaro e de seu Ministro Paulo Guedes. “Nos últimos seis anos a Petrobrás passou por um processo intenso de sucateamento de suas instalações e das condições de trabalho”, contou o sindicalista.

O conjunto de denúncias realizadas pelo Sindipetro/MG nos últimos anos também acendem um alerta. Antes do acidente com morte, ocorrido em 1998, também foram registradas diversas ocorrências que tinham como origem decisões gerenciais que pouco se importavam com a segurança dos trabalhadores.
“Acidentes como o de 98 não acontecem ‘do nada’. Eles são resultados de um acúmulo de erros e descasos da gestão que levam os trabalhadores à morte. São sonhos e famílias destruídas por uma economia de valores insignificantes perto dos valores que a Petrobrás tem distribuído aos seus acionistas”, concluiu Alexandre Finamori.