Sindicato questiona ônus para trabalhadores no dia da eleição

Na sexta-feira (30/09), o Sindipetro/MG foi surpreendido com a informação de que a gestão da Regap deu uma nova orientação sobre a alteração no horário de trabalho no dia do pleito em 2 de outubro, criando ônus para as trabalhadoras e trabalhadores em serviço.

A alteração no horário de trabalho nos turnos sem ônus foi uma vitória da categoria para permitir as condições de exercício do direito ao voto nas eleições. Com atuação do Sindicato junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) e à gestão da Regap, ficou garantida a participação dos petroleiros tanto na votação como no trabalho dos mesários.

No entanto, a nova orientação da empresa foi de que o tratamento da frequência do Grupo A no dia 2/10 deve ser tratado com utilização do código 1125 (débito banco de horas). 

O coordenador-geral do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori, questiona a mudança das regras do jogo na véspera da eleição e avisa que o Sindicato irá questionar essa regra na Justiça. 

“Essa atitude mostra o desespero da gestão bolsonarista na Petrobrás na tentativa de impedir que os trabalhadores exerçam seu direito ao voto. A Regap respondeu um ofício ao sindicato garantindo que teriam deslocamento de horário para possibilitar que o trabalhador chegasse mais tarde na refinaria para ir votar e que esse deslocamento se daria por abono gerencial, ou seja, sem ônus para os trabalhadores. No parecer do TRE-MG, há a citação do artigo 234 da Constituição Federal, reforçando que ninguém poderá impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio”, afirma. 

A alteração no procedimento, no último minuto da sexta-feira, com a geração de ônus para os trabalhadores, é vista pelo Sindicato como uma tentativa de desmobilizar o direito ao voto. “Iremos à Justiça e daremos o nosso recado nas urnas, dizendo que não concordamos com essa gestão bolsonarista na Petrobrás e no Brasil”, complementa Finamori.

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