Sindipetro/MG apoia a luta contra a privatização da CBTU

Nesta sexta (23/09), foi publicado o edital com as regras da desestatização da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos).

 

O leilão está previsto para ocorrer no dia 22 de dezembro na Bolsa de Valores de São Paulo.

Os metroviários têm encaminhado várias lutas para impedir a venda da estatal, com a realização de greves e ações que contribuíram para retardar o processo, visto que o plano do governo Jair Bolsonaro era entregar a empresa à iniciativa privada até junho deste ano. 

A concessão do metrô de Belo Horizonte à iniciativa privada pelos próximos 30 anos é questionada pelas trabalhadoras e trabalhadores metroviários que prometem dar continuidade ao movimento grevista da categoria. Com a desestatização, o emprego de quase dois mil trabalhadores está em risco.

Em 2021, foi publicada uma resolução que impede a transferência dos trabalhadores para outras unidades da CBTU. Para o sindicato da categoria, a medida confirma o interesse em demitir trabalhadores e reduzir a folha salarial para atrair os compradores. Desde o ano passado, o Sindimetro/MG tem buscado o diálogo com o Ministério da Economia e o Ministério do Desenvolvimento Regional, porém os representantes do governo não querem negociar com os trabalhadores.

O Sindicato dos Metroviários enfrentou vários processos por parte do governo. Uma decisão judicial declarou a greve dos metroviários ilegal e estipulou multa de R$ 30 mil para cada dia da paralisação. Mesmo assim os trabalhadores continuaram na luta.

Os metroviários denunciam o baixo preço de venda da empresa, o lance mínimo no leilão será de R$ 19 milhões, e alertam que, com a privatização do metrô, as passagens vão ficar ainda mais caras. De 2019 a 2021, o valor da tarifa em Belo Horizonte passou de R$ 1,80 para R$ 4,50. 

O Sindipetro/MG apoia o movimento dos metroviários de Belo Horizonte e reforça a necessidade da categoria petroleira também estar em luta permanente contra a privatização da Petrobrás e de suas refinarias. 

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