Verdades secretas só virão à tona com o fim desse governo

Cem anos de sigilo. O que Bolsonaro quer esconder?

Na última eleição para presidente do Brasil, ouvia-se que era só tirar o PT para a corrupção acabar. Com a Operação Lava Jato comandada pelo então juiz Sérgio Moro, já desmascarado pela Suprema Corte por sua parcialidade, Lula foi preso e impedido de participar da eleição em 2018. Quase quatro anos depois, o governo Bolsonaro, além de péssima gestão do país, não deixa dúvidas de que a corrupção é uma realidade. Se não, por que tanto sigilo?

Para a corrupção ser barrada e punida são necessários mecanismos de apuração e investigação imparciais, principalmente diante do julgamento político e parcial a partir da Lava Jato. Acompanhada de um espetáculo midiático, a Operação foi chamada de maior escândalo judicial da história pelo jornal The New York Times. A Lava Jato também foi um escândalo econômico. Numa reação em cadeia, os prejuízos causados fizeram o país perder mais de 4,4 milhões de empregos e mais de R$ 244,6 bilhões na economia.

A Lava Jato foi marcada por perseguições políticas, numa combinação entre juiz e promotores que deram mamata para delatores e verdadeiros corruptos. Apesar de todas as consequências para as empresas investigadas, inclusive para a Petrobrás, os responsáveis de casos de corrupção tiveram penas reduzidas e mantiveram o patrimônio praticamente intacto. O objetivo principal era tirar o presidente Lula do páreo, tanto que o juiz Moro logo se tornou ministro da Justiça. Atualmente, ele apoia Bolsonaro mesmo tendo saído do governo denunciando interferências do presidente na Polícia Federal com objetivo de proteger sua família. 

Debaixo do tapete

Ao contrário dos governos do PT que criaram o Portal da Transparência, por meio do qual era possível acompanhar, em tempo real, todas as atividades do governo federal; a Lei de Acesso à Informação e a Lei da Anticorrupção, assim como o fortalecimento do papel de fiscalização da CGU (Controladoria-geral da União) e da AGU (Advocacia-geral da União) no combate à corrupção, o presidente Bolsonaro age para impedir a apuração da corrupção em seu governo, colocando sigilo de 100 anos em documentos que vão de reuniões com pastores corruptos a gastos nos cartões corporativos.

Até hoje, há mais de 100 pedidos de impeachment contra Bolsonaro, inclusive advindos da CPI da Covid, que apurou o escândalo das compras de vacinas com negociação de 1 dólar a mais por unidade. O seu estilo de lidar com a corrupção no governo passa por impedir investigações, cooptar quem pode processá-lo e atacar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que podem responsabilizá-lo. Por fim, certamente estamos diante do maior escândalo de corrupção do Brasil com o chamado Orçamento Secreto.

O Sindipetro/MG se posiciona contra desvios em quaisquer governos, assim como é contra as injustiças em nome do combate à corrupção. Acreditamos que com Lula presidente o país poderá seguir com mais transparência, democracia e crescimento econômico.  

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