Estacionamento, calote das empreiteiras e a destruição da Petrobrás Estacionamento, calote das empreiteiras e a destruição da Petrobrás

Diversos, Notícias | 16 de agosto de 2013

Sob o pretexto de que tem que cadastrar os trabalhadores para usar o estacionamento, o supervisor do Compartilhado está barrando o acesso daqueles que ainda não tem a identificação imposta por ele. Agora, não basta os trabalhadores da Petrobrás e/ou da empreiteira apresentarem o crachá. Sem essa tal identificação, os empregados estão sendo retidos na cancela e estão tendo que deixar o carro do lado de fora do estacionamento.

A direção do Sindipetro/MG não concorda com esta postura, que só demonstra a arbitrariedade pela qual os problemas da Regap são “resolvidos”. Outros meios poderiam ser usados para facilitar a realização do cadastro. Não é necessário o uso da força e do autoritarismo para tal fim. Isso prova a falta de competência em resolver situações simples.

Ele alega que o cadastramento é para melhorar a segurança. Mas o que deveria funcionar para melhorar a segurança está parado. As catracas e as câmeras não estão funcionando, o que torna inseguro o uso do estacionamento. Como não resolvem isso, ficam “inventando moda”, com mudanças que não favorecem em nada as condições de trabalho.

Além disso, já se passaram meses que estamos denunciando os calotes que vêm causando prejuízos aos vigilantes. Como sempre, os empregados que trabalham dignamente, não estão recebendo os benefícios que lhes são por direito e nenhuma atitude foi tomada. A gata PLANO não pagou o salário e o 13º. Já a VIC, que substituiu com aditivo de contrato, não fez o acerto e, agora, assumiu a PLANTÃO. Esperamos que a nova empreiteira não siga o costume das anteriores. O Sindipetro/MG exige do Compartilhado melhorias imediatas que garantam a plena segurança e o pagamento devido aos trabalhadores.

GESTÃO FOSTER NÃO PRIORIZA SEGURANÇA

Esses fatos são consequência da política implementada pela direção da Petrobrás. O objetivo da sra. Graça Foster é tirar das refinarias toda a área administrativa e de manutenção. O comando ficaria em São Paulo ou no Rio de Janeiro e aqui teríamos poucos trabalhadores para executarem as tarefas, quase todos terceirizados.

É a política que visa acabar com a Petrobrás por dentro. Internamente, tudo estaria privatizado. Externamente, manteria a carcaça estatal: Petrobrás. É a política neoliberal implantada pacientemente pela sra. Graça Foster. Nós, trabalhadores, não podemos aceitar a destruição da empresa. Lutar por melhor alimentação, melhores salários e pelo fim da terceirização é lutar pela Petrobrás inteira, tanto internamente quanto externamente. Nessa campanha salarial, essa também será a nossa bandeira!

Sindipetro/MG

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