Petroleiros da Regap/UTE-ACH começam assembleias aprovando indicativo de greve Petroleiros da Regap/UTE-ACH começam assembleias aprovando indicativo de greve

Diversos, Notícias | 14 de setembro de 2015

Na noite desse domingo, 13, as assembleias com os trabalhadores da Regap e Usina Termelétrica Aureliano Chaves para avaliar o indicativo de greve por tempo indeterminado começaram com o Grupo 4. Mais de 40 petroleiros foram favoráveis a realização do movimento, contra 6 e 4 abstenções. As assembleias continuam na terça e quinta-feira, dias 15 e 17, com os demais grupos. Confira:

Petroleiros intensificam luta para impedir o desmonte da Petrobrás

A FUP e seus sindicatos apresentaram à Petrobrás no dia 7 de julho a Pauta pelo Brasil, com propostas aprovadas na 5ª Plenafup, que se contrapõem à redução de investimentos e à venda de ativos. Passados mais de dois meses, a empresa segue ignorando as reivindicações dos petroleiros e ainda provocou a categoria com um modelo de negociação fragmentado e uma contraproposta que nada mais é do que o reflexo do processo de desmonte que está em curso no Sistema Petrobrás.

Milhares de trabalhadores terceirizados já foram demitidos pelo país afora. Ativos estratégicos estão à venda. Direitos conquistados são alvejados. Desinvestimentos colocam em risco a cadeia produtiva do setor petróleo. Lei da partilha do pré-sal é atacada e os gestores da Petrobrás nada fazem para defender os interesses da empresa e da nação.

A pauta aprovada na 5ª Plenafup é justamente para barrar esse processo de desmonte que coloca em risco o país. Os petroleiros já viram esse filme antes e não querem reprise.

A resposta da categoria será dada na greve. As estratégias estão sendo discutidas com os trabalhadores em seminários e em reuniões das direções sindicais. As bases da FUP que ainda não haviam realizado assembleias estão aprovando greve por tempo indeterminado. Na quarta-feira (16), as assessorias jurídicas realizarão um encontro nacional para orientar as lideranças sindicais na construção do movimento.

Os petroleiros, portanto, devem continuar alertas, aguardando as orientações da FUP e de seus sindicatos. 

Quem financia os pelegos?

Enquanto os trabalhadores são sacrificados com cortes de custos e redução de investimentos em todas as empresas do Sistema Petrobrás, a ordem dos gestores é não economizar com as equipes de contingências. A greve ainda nem começou, mas as gerências já bancaram equipes de pelegos em terra e em mar, pagando passagens aéreas, hospedagens em hotéis de luxo, voos especiais para as plataformas e horas extras a perder de vista.  

Se a Petrobrás está à beira da falência, como alegam os gestores com seus discursos terroristas para tentar desmobilizar os trabalhadores, de onde saiu, então, a verba para financiar os fura-greve?

FUP

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