A armação dos inimigos dos trabalhadores contra a democracia A armação dos inimigos dos trabalhadores contra a democracia

Diversos, Notícias | 10 de dezembro de 2015

Os nossos inimigos preparam um grande golpe. Não só contra a presidenta Dilma, mas contra os trabalhadores e todo o povo brasileiro. Pelo que circula na imprensa e blogs independentes na internet, o vice presidente Michel Temer, do PMDB, aliou-se a Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin, para derrubar o governo. Esta aliança conta com a aprovação dos donos da mídia nacional.

Segundo essa mesma imprensa, Temer prometeu aos seus aliados ficar até 2018 e não se candidatar a reeleição, caso consigam derrubar a presidenta. Agora, com a ajuda dos barões da imprensa, estão se preparando para o golpe. Mesmo não tendo nada contra Dilma Rousseff, essa turma, sob o comando Michel Temer/Eduardo Cunha vão para o tudo ou nada. A guerra apesar de atingir diretamente Dilma Rousseff, ela visa acabar com as conquistas dos trabalhadores e povo brasileiro. O PSDB tem essa prática há muito tempo, desde o governo Fernando Henrique Cardoso, nos anos 90. É um partido que defende a aplicação do neoliberalismo mais radical, cujas propostas vão contra os trabalhadores e o povo.

Recentemente, tivemos o governador do Paraná, Carlos Alberto Richa (PSDB), ordenando a polícia a bater nos professores em greve. Neste mês de dezembro, foi a vez do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) mandar a polícia agredir os estudantes secundaristas. A polícia de Alckmin que hoje bate em adolescentes, tirava selfies com os coxinhas nos protestos contra o Governo Federal.
Nas passeatas contra Dilma Rousseff, as pessoas foram respeitadas e não houve nenhuma agressão aos manifestantes. Nas passeatas contra os tucanos foi “pau no povo”. A presidenta sempre defendeu a liberdade de manifestação. Mesmo os que são contra. Esta é uma grande diferença entre a democracia tucana e a do Governo Federal.

A aliança dos “temistas” com os “aecistas” torna maior o perigo para a democracia brasileira. Alguns órgãos de imprensa afirmam que José Serra quer ser o ministro da Fazenda. É a união do que se tem de mais retrógado na direita brasileira. Sempre é bom lembrar, que como vice presidente, Temer nunca pôde colocar em prática suas convicções anti-povo. Agora, vê alguma chance de chegar à Presidência da República dando um golpe, com apoio da ala direitista do seu partido, e, quem diria,com apoio do PSTU.

A “PONTE PARA O FUTURO” É A “PONTE PARA A VOLTA AO PASSADO”

O PMDB lançou no dia 28 de novembro, um programa de partido chamado “Ponte para o Futuro’. Normalmente, ninguém ligaria para isso, pois o partido é uma ‘colcha de retalhos” em matéria de posição política e, dificilmente, iria ser posto em prática. O documento começou a chamar mais atenção diante da possibilidade do “MDB Temista” usurpar a presidência derrubando Dilma. É com o PSDB, DEM, PPS, Solidariedade (partido de Paulinho da Força) e o apoio do PSTU, que Temer quer governar. Vamos, portanto, mostrar o que pretende o PMDB direitista, sob o comando de Michel Temer com algumas propostas da tese “Ponte para o Futuro”:

1) O documento propõe o fim das despesas obrigatórias com saúde e educação. Todo ano, o congresso votaria os valores para saúde e educação no orçamento da União. Com isso, esses dois itens ficariam dependendo de verbas que poderiam não ser votadas.
2) Fim das indexações para os salários e benefícios da Previdência. Significa: arrocho no salário mínimo e nas aposentadorias.
3) As negociações entre patrões e empregados prevaleçam sobre as leis. Como a grande maioria dos trabalhadores brasileiros não são sindicalizados e muitos estão sob direção pelega, a grande maioria pode ficar sem direitos básicos, tipo: décimo terceiro, férias, FGTS e outros.
4) Privatizar o que for necessário para reduzir o tamanho do Estado e voltar ao regime de concessão na área de petróleo, em vez de partilha. Isto é: entregar a Petrobrás e nossas riquezas em petróleo, para as multinacionais. É bom lembrar que José Serra que quer ser o ministro da Fazenda, já tentou aprovar no Senado o fim da partilha.
5) O documento do PMDB prioriza acordos com Estados Unidos, Europa e Ásia, com ou sem o Mercosul. É a volta da política de submissão aos países ricos. Esses são alguns itens do programa do Temer. É isso que eles querem para o Brasil.

VAMOS DERROTAR O GOLPE

A origem da trama para executar o golpe é com Eduardo Cunha/Aécio Neves/Michel Temer e a imprensa. São todos anti-trabalhador e anti-povo. Estão envolvidos em denúncias de corrupção que pela primeira vez está sendo amplamente investigado. Eduardo Cunha tem diversas denúncias contra ele, assim como, dezenas de outros deputados federais.

A Câmara de Deputados está degenerada e se tornou um covil de corruptos. Tirar Dilma do poder será um ato de vingança e uma tentativa de se livrarem de qualquer condenação. Essa é a união espúria que tomou conta do Legislativo e da política brasileira.

Derrotar o golpe é garantir que as investigações de corrupção continuarão doa a quem doer. Além disso, é uma garantia que as políticas anti-trabalhadores, anti-povo e anti-Brasil, não venham a ser postas em prática. Tem muita coisa em jogo. Não é só o mandato de Dilma Rousseff.

Está em jogo a democracia, a soberania do mandato popular, as conquistas dos trabalhadores e do povo nos últimos anos. Esta vai ser a nossa luta.

Sindipetro/MG

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