Minas contra o Golpe Minas contra o Golpe

Diversos, Notícias | 14 de dezembro de 2015

Mais de 70 entidades, entre movimentos sindical, sociais e populares, além de dirigentes e parlamentares do PT e do PCdoB, articularam, em debate na Plenária da Frente Brasil Popular, realizada na noite de sexta-feira (11), no Hall das Bandeiras da Assembleia Legislativa, o ato do Dia Nacional de Luta contra o Impeachment, a tentativa de golpe, o retrocesso, pelo Fora Cunha e em defesa da democracia e da soberania. A manifestação, com o tema “Minas contra o Golpe” vai acontecer na próxima quarta-feira (16), em Belo Horizonte. A concentração será às 16 horas na Praça Afonso Arinos, em frente à Escola de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), seguida de marcha pelas duras do Centro da capital mineira até a Praça da Estação.

A mesa da Plenária, coordenada pela presidenta da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), Beatriz Cerqueira, e Liza Lafetá, da União Juvntude Socialista (UJS), foi composta por representantes de todas as entidades presentes. A expectativa é de a participação de mais de 25 mil pessoas no ato do Dia Nacional de Luta, convocadas pelos diversos movimentos populares, centrais sindicais e partidos. Os organizadores entendem que, para barrar o golpe, Minas Gerais tem papel fundamental, pois no Estado  a união dos movimentos sociais e sindical foi decisiva na derrota do neoliberalismo nas eleições para o governo estadual e para a Presidência da República.

A partir desta segunda-feira (14), os organizadores vão se reunir na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) – avenida Álvares Cabral, 400, Centro, Belo Horizonte. Lá serão acertados os últimos detalhes da manifestação e se concentrará a Comissão de Comunicação.

Os organizadores argumentam que não há nenhuma comprovação de crime por parte da presidenta Dilma Rousseff que pudesse justificar qualquer pedido de impeachment. As entidades denunciam as motivações oportunistas e revanchistas do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ao mover este processo sem base jurídica, que se configuraria em golpe. 

Além do mais, as entidades também apontam a inviabilidade moral de Cunha conduzir o processo de impeachment e de presidir a Câmara dos Deputados, já que o deputado está atolado em escândalos de corrupção e seria representante das pautas mais conservadora da casa.

As organizações também realizam duras críticas à política econômica adotada pelo governo federal por meio do ajuste fiscal, que estaria aprofundando a crise econômica, aumentando o desemprego, retirando direitos dos trabalhadores e cortando investimentos sociais.

Para as entidades, a saída destes problemas se daria num caminho contrário ao que está sendo tomado, com a ampliação de direitos, o aprofundamento da democracia e a realização de reformas populares.

CUT

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