Petroleiros debatem conjuntura e elegem delegados em Congresso em Minas Petroleiros debatem conjuntura e elegem delegados em Congresso em Minas

Diversos, Notícias, Tribuna Livre, Política | 10 de julho de 2017

img_8022Com ampla participação da categoria, o Sindipetro/MG realizou nos dias 6 e 7 de julho o 31° Congresso Estadual dos Petroleiros de Minas Gerais. O evento recebeu importantes nomes dos movimentos sociais e sindicais do Estado e também representantes da FUP e de outros sindicatos de petroleiros do País.

Foram realizados debates sobre a conjuntura política do País, a situação da Petrobrás após o golpe parlamentar e em meio aos escândalos de corrupção expostos pela operação Lava Jato, as políticas que tem sido implantadas pela atual gestão da empresa e algumas estratégias de luta para barrar a privatização e o desmonte do sistema.

Ainda durante o Congresso, a categoria definiu que, este ano, a pauta de reivindicação dos petroleiros de Minas para a negociação do ACT será a manutenção do atual acordo, nenhum direito a menos e a correção salarial da inflação pelo ICV/Dieese.

Também foram eleitos os 16 delegados mineiros que representarão Minas Gerais no XVII Congresso Nacional da Federação Única dos Petroleiros (Confup), que acontecerá entre os dias 2 e 6 de agosto, em Salvador (BA). Esse ano, o mote do Congresso será “Nenhum Direito a Menos”.

Primeiro dia

No dia 6, o Congresso se iniciou com a aprovação do regimento e, em seguida, com uma mesa de debates composta pela presidenta da CUT Minas, Beatriz Cerqueira; pela representante da Marcha Mundial das Mulheres, Bernadete Monteiro; pelo coordenador da FUP, José Maria Rangel, e pelo representante da CSP Conlutas, Oraldo Paiva.

Os convidados debateram sobre a atual conjuntura política e econômica do País, os impactos das reformas trabalhista e da Previdência sobre os trabalhadores e demonstraram como a crise da Petrobrás é também consequência do golpe que tirou a presidenta eleita, Dilma Rousseff.

Após a apresentação de cada convidado, a mesa, composta pelo coordenador geral do Sindipetro/MG Anselmo Braga e pelos diretores Alexandre Finamori e Letícia Staella, abriu espaço para a participação da plateia com perguntas e comentários.

Em seguida, os presentes foram para um intervalo e, na volta, uma mesa formada por petroleiros debateu a situação da Petrobrás hoje, algumas estratégias de luta e relembrou algumas das grandes greves e mobilizações realizadas no passado. Um dos exemplos citados foi a greve de 1995, em que diversos trabalhadores foram demitidos da Petrobrás em Minas e outras partes do País e reintegrados durante o governo Lula.

Os debatedores foram o diretor da FUP e do Sindipetro/NF, José Genivaldo Silva, e o ex-presidente do Sindipetro/MG, Márcio Nicolau.

Segundo dia

No segundo dia, o Congresso teve início com um debate encabeçado pelo diretor da FUP e do Sindipetro/BA, Leonardo Urpia; pelo economista do Dieese, Cloviomar Cararine; e pelo coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), em Minas Gerais, Joceli Andrioli.

Neste debate foram apresentados os impactos da política de investimentos adotada nos governos Lula/Dilma na Petrobrás, em especial a descoberta do pré-sal, que resultaram em grande crescimento da estatal, com geração de empregos e valorização da empresa no mercado internacional.

Em seguida, os palestrantes demonstraram os resultados negativos das políticas que vem sendo adotada desde que Temer assumiu a Presidência da República e indicou Pedro Parente para a administração da Petrobrás. Entre outras coisas, o valor de mercado da empresa caiu, o número de funcionários vem sendo reduzido pela realização de sucessivos PIDV’s, e a companhia tem se desfeito de inúmeros bens, deixando de ser uma empresa de energia para se tornar uma empresa de petróleo.

Após o debate, o público fez um intervalo e retomou o Congresso com a eleição de delegados para o XVII Confup. Conforme aprovado previamente, 16 vagas foram distribuídas da seguinte forma: três vagas para mulheres, três vagas para diretores liberados do Sindipetro/MG, cinco vagas para petroleiros da ativa e cinco vagas para aposentados.

Nos casos em que houveram mais inscritos do que o número de vagas disponíveis, o critério de desempate utilizado (e também definido e aprovado previamente pela plenária) foi a presença nos dois dias de Congresso.

 

 

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