Com redução de direitos, não tem acordo. FUP indica rejeição da contraproposta da Petrobrás Com redução de direitos, não tem acordo. FUP indica rejeição da contraproposta da Petrobrás

Diversos, Notícias, De que lado você está?, Tribuna Livre, Novidades | 26 de setembro de 2017

bannerAs duas rodadas de negociação com a Petrobrás e subsidiárias reforçaram o que a FUP e seus sindicatos já vinham alertando: a tentativa de desmonte do Acordo Coletivo dos Trabalhadores não é por questões financeiras e sim ideológicas. Não há qualquer justificativa econômica para a empresa afrontar os petroleiros com uma proposta vergonhosa, que extingue direitos e reduz em mais de um terço o ACT.

Os indicadores e resultados financeiros comprovam que a Petrobras continua sendo rentável e tem condições de voltar a ser a empresa integrada de energia, que gerava renda e emprego para o país. O esquartejamento do Acordo Coletivo dos petroleiros está diretamente associado ao projeto político e econômico que vem sendo imposto aos trabalhadores brasileiros nesta conjuntura de golpe.

Em reunião nesta sexta-feira, 22, o Conselho Deliberativo da FUP reforçou a deliberação do XVII Confup de que com redução de direitos, não tem acordo e indica às assembleias que referendem esse encaminhamento e rejeitem a proposta da Petrobrás e subsidiárias. O Conselho também definiu um amplo calendário de lutas contra o desmonte da empresa e do ACT e a realização de seminários de qualificação de greve.

  • 25/09 a 02/10 – assembleias para rejeição da contraproposta, referendo da deliberação de que com redução de direitos, não tem acordo, aprovação de estado de greve e de assembleias permanentes
  • 03/10 – Dia Nacional de Luta no Rio de Janeiro pela Soberania Nacional e atos regionais
  • 03 a 13/10 – realização de seminários regionais de qualificação de greve

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Desmonte do ACT é ideológico. Resposta tem que ser política

Em um cenário de inflação baixa e com a economia que os PIDVs geraram para a Petrobrás, como a própria empresa admitiu na reunião com a FUP, não há outra explicação para a redução de direitos que os gestores querem impor à categoria: a disputa é ideológica e a resposta dos petroleiros tem que ser firme e política. Segundo o RH, o PIDV de 2014 já resultou em uma “economia” de R$ 6 bilhões e o de 2016, caminha para apresentar o mesmo resultado.

Os R$ 7 bilhões que bancaram a saída em massa de mais de 16,5 mil petroleiros nos últimos anos geraram uma redução de pelo menos 10% sobre os “gastos com trabalhadores”, já descontados os efeitos da inflação. Hoje, o total de petroleiros do Sistema Petrobrás equivale ao mesmo efetivo que a holding tinha em 2013.

Fábrica de acidentes

Se para os gestores da Petrobrás, o desmonte dos efetivos rendeu uma economia de R$ 12 bilhões, para os trabalhadores resultou em mais insegurança, mais doenças, mais amputações, mais queimaduras, mais mortes. Na rodada de negociação com a empresa, a FUP enfatizou a situação caótica das unidades operacionais, que estão sendo transformadas em fábricas de acidentes.

Os gestores que tratam as “Regras de Ouro” como se fossem a grande redenção da companhia, são os mesmos que subnotificam acidentes, fraudando o fisco. São os mesmos que utilizam os códigos de Ética, Conduta e SMS como ferramentas de assédio moral, enquanto protegem os “amigos do rei” da lei por eles criadas, como aconteceu recentemente com o diretor de Governança, Risco e Conformidade, João Adalberto Elek . Na prática, a tais “Regras de Ouro” são mais uma forma dos gestores tentarem transferir para o trabalhador a responsabilidade pela insegurança crônica que mata em média 16 trabalhadores por ano.

Não há paz sem guerra

O desmonte do ACT, assim como o desmonte dos efetivos e a insegurança que mutila e mata os trabalhadores, está diretamente associado ao desmonte do Sistema Petrobrás. Um pacote que vem junto com o desmonte dos direitos trabalhistas, através da contrarreforma aprovada pelos golpistas e que entra em vigor no dia seguinte ao prazo que os gestores estabeleceram para prorrogação do Acordo Coletivo.

O Sistema Petrobras e o ACT são nosso maior patrimônio, fruto de décadas de lutas históricas, conduzidas por várias gerações de petroleiros. Não permitiremos nem o desmonte da empresa, nem do acordo. Quem quer paz, tem que estar preparado para a guerra.

Fonte: FUP

Com redução de direitos, não tem acordo. FUP indica rejeição da contraproposta da Petrobrás