Categoria aprova fim das interinidades e faz ato contra privatizações em Minas Categoria aprova fim das interinidades e faz ato contra privatizações em Minas

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 22 de junho de 2018

18-de-junho_assembleiaPetroleiros da Regap e da Termelétrica Aureliano Chaves aprovaram no início da semana o fim das interinidades em Minas, de modo que todos os interinos entreguem seus “cargos” e os possíveis substitutos não assumam tal “função”.

A medida é uma resposta da categoria à postura injusta e arbitrária adotada pela direção da Petrobrás durante a greve de advertência dos petroleiros. Só em Minas, pelo menos 15 trabalhadores foram punidos com suspensão ou advertência devido ao fato de participarem da paralisação de 72 horas – aprovada em assembleias e comunicada à gerência da empresa, conforme previsto na Lei de Greve.

Além de uma resposta à direção da empresa, a aprovação do fim das interinidades é também uma forma de preparação para a greve geral dos petroleiros contra a privatização e o desmonte da empresa – que já está sendo construída em todo o País.

RETALIAÇÃO

Após a aprovação do fim das interinidades, a diretoria do Sindipetro/MG recebeu denúncias de trabalhadores que informaram que a gerência da Regap está restringindo as trocas de turnos e folgas entre os empregados e a marcação de férias dos petroleiros em Minas.

A medida é uma clara retaliação à categoria e reforça a postura da empresa diante da luta dos trabalhadores contra a privatização da Petrobrás. No entanto, a direção do Sindicato reafirma a importância de que a mobilização continue porque essa resposta da empresa demonstra que a movimentação dos trabalhadores está incomodando a gestão e reafirma a força que os petroleiros no processo de enfrentamento.

ATO CONTRA PRIVATIZAÇÃO

Juntamente com a votação que decidiu pelo fim das interinidades, a categoria realizou na manhã de segunda-feira – Dia Nacional de Luta em Defesa da Petrobrás – um atraso na portaria da Regap em protesto contra a privatização da Petrobrás.

Também ocorreram atos nas unidades da empresa em todo o País. A data foi escolhida por ser o prazo final que havia sido estabelecido pela gestão da Petrobrás para receber as propostas de compra das refinarias, terminais e oleodutos. No entanto, na manhã do mesmo dia, a estatal divulgou novo comunicado ao mercado prorrogando o prazo até 2 de julho e anunciando que já tem cinco empresas interessadas.

No final de abril deste ano, a direção da Petrobrás colocou a venda quatro refinarias – RLAM e Abreu e Lima (juntamente com 770 km de oleodutos e cinco terminais) no Nordeste, e a Refap e Repar no Sul (incluindo 736 km de oleodutos e sete terminais). Também estão em processo de venda plantas de fertilizantes, campos de petróleo no mar e na terra, gasodutos, entre outras unidades estratégicas do Sistema Petrobrás.

FUP aciona Justiça para barrar privatização

A FUP ajuizou uma ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio de Janeiro, na segunda-feira (18), questionando a privatização da RLAM, RNEST, Refap e Repar – que juntas representam quase 40% de toda a capacidade de refino do Brasil.

A ação questiona os impactos sociais e trabalhistas da privatização, já que os direitos dos petroleiros deveriam ser preservados e nenhuma providência nesse sentido foi tomada pela gestão golpista.

No processo, a FUP pede a suspensão de qualquer transferência acionária das refinarias e dos seus sistemas integrados (dutos e terminais), assim como a apresentação do estudo técnico dos impactos socioeconômico e trabalhista.

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