Eleições 2018: Alta dos preços dos combustíveis no Brasil é política de governo Eleições 2018: Alta dos preços dos combustíveis no Brasil é política de governo

Diversos, Notícias, Tribuna Livre, Novidades, Política | 14 de setembro de 2018
Gasolina chega a quase R$5 no RJ. Foto: UOL Notícias

Gasolina chega a quase R$5 no RJ. Foto: UOL Notícias

A alta desenfreada dos preços dos combustíveis no Brasil, que inclusive levou à greve dos caminhoneiros e dos petroleiros em maio deste ano, é resultado de uma política de governo. Ou melhor, do governo de Michel Temer.
Assim que assumiu a presidência após o golpe contra a presidenta eleita Dilma Rousseff, Temer junto de Pedro Parente – nomeado por ele para comandar a Petrobrás – iniciaram uma série de mudanças na gestão da estatal.

Entre elas, foi feito o alinhamento da gasolina, do diesel e do gás de cozinha ao preços praticados no mercado internacional. Dessa forma, o preço dos combustíveis no Brasil fica vulnerável a qualquer alta no barril de petróleo ou no dólar.

Essa política fez com que os preços dos combustíveis disparassem nos últimos dois anos: a gasolina chegou a custar R$ 6,29 nos primeiros dias de setembro de 2018, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados na terça-feira (11). O preço médio atual da gasolina é de R$ 4,52.

Já o diesel teve a máxima de R$ 4,95 nos postos, sendo a média de preço R$ 3,489 em setembro. De julho de 2017 até hoje, a gasolina aumentou 69% nas refinarias da Petrobrás, enquanto a inflação do período acumulou 4,8%, segundo dados da subseção do Dieese da Federação Única dos Petroleiros (FUP). A variação do preço do diesel no mesmo período foi de 54%.

O gás de cozinha, que nos governos anteriores era subsidiado em razão de sua importância nos lares brasileiros, subiu quase 20% no último ano. Em junho de 2017, o botijão de 13kg custava R$ 57,379; no mesmo mês deste ano, o preço saltou para R$ 68,766. No entanto, conforme levantamento da própria ANP, em junho algumas distribuidoras chegaram a vender o gás a R$ 155.

A alta do gás de cozinha forçou 17,6% das famílias brasileiras a utilizaram carvão ou lenha para cozinhar em 2017 – o que correspo nde a 12,3 milhões de domicílios.

Toda essa política faz parte de uma estratégia maior da Petrobrás sob a gestão de Temer que visa a privatização da empresa e a entrega do mercado de combustíveis e do petróleo brasileiros a empresas estrangeiras.

Em dois anos, o governo fez três rodadas de licitação do pré-sal, demitiu mais de 15 mil trabalhadores da Petrobrás via PIDV, vendeu 14 ativos da empresa, retirou a Petrobrás da operação do pré-sal e tenta se desfazer da cessão onerosa do pré-sal.

Futuro incerto

Depois da saída de Pedro Parente da gestão da Petrobrás, a política de preços não foi alterada, mas a carga das refinarias foi elevada. Também as privatizações foram suspensas graças à pressão da classe trabalhadora. Em junho, o ministro do STF, Ricardo Lewandowski, concedeu liminar condicionando a venda do patrimônio brasileiro à aprovação do Congresso.

Porém, nada garante que após as eleições essas vitórias serão mantidas. Qual é a posição do seu candidato para a politica de combustiveis? Qual é a posicao do seu candidato para o refino brasileiro? É nosso dever votar em candidatos comprometidos com uma Petrobras a servico do povo.

Eleições 2018: Alta dos preços dos combustíveis no Brasil é política de governo