Fórum Brasil Soberano: diretor do Sindipetro/MG reforçou a importância da PBio Fórum Brasil Soberano: diretor do Sindipetro/MG reforçou a importância da PBio

Notícias, Tribuna Livre | 18 de junho de 2026

O petroleiro lotado na Usina da Petrobrás Biocombustíveis (PBio), em Montes Claros, e diretor do Sindipetro/MG, Renan Diniz, fez uma apresentação enfatizando a situação dos trabalhadores na PBio, durante o primeiro módulo do Fórum Brasil Soberano, realizado no Rio de Janeiro, que reuniu lideranças sindicais e gestores do Sistema Petrobrás, de 10 a 12 de junho. O Debate  contou com a presença do gerente executivo de Transição Energética da Petrobrás, William Nozaki, e do presidente da PBio, Alex Gasparetto. O dirigente sindical começou abordando a situação de sobrecarga dos trabalhadores da subsidiária, com a falta de reposição do efetivo. “Não se consegue trazer os novos concursados e nem quem está cedido para a PBio quer vir, porque não há benefícios, nem PLR, não tem nada”, relatou.

Diniz também apresentou dados, afirmando que o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de biodiesel e que a PBIO representa uma parcela de apenas 3,36% nesse mercado. Citando a nova lei do combustível do futuro, que determina o aumento de 15% para 20% da mistura de biodiesel até 2030, ele questionou: “Por que a Petrobras não entra nesse mercado de cabeça no mercado de biocombustível ?” , questionou.

No debate, as entidades sindicais reforçaram a relevância da subsidiária como braço verde e estratégico da estatal, tanto na transição energética, quanto no desenvolvimento de novas rotas tecnológicas para produção e distribuição de biocombustíveis. “O protagonismo na transição energética não pode ser só em palavras, precisa de ações”, alfinetou Renan.

O petroleiro reforçou as reivindicações históricas da categoria nas subsidiárias da Petrobrás, citando defasagens salariais e do plano de cargos e salários. Segundo ele, qualquer coisa que se questione junto à gestão, eles apresentam números negativos da empresa aos trabalhadores. “No chão de fábrica, o que mais se escuta é fazer mais com menos. Será somente isso? A gente não entende porque não conseguimos comprar um BPF, que é um derivado da refinaria, diretamente da Petrobrás. Que parceria e sinergia é essa ?”, questionou.

Na apresentação da gestão, ficou evidente o esforço por tornar a operação de biodiesel rentável, por meio de um modelo de negócios de maximização de lucros, buscando-se, desta forma, a viabilidade da PBio. A FUP tornou a reforçar o papel estratégico da Petrobrás na produção de biodiesel e defendeu que a subsidiária seja absorvida pela holding, com a incorporação dos 136 trabalhadores e o fortalecimento da integração do Sistema para a condução da transição energética justa.

Comunicação do Sindipetro/MG/Com informações da FUP