Coletivo de Mulheres da FUP repudia violência política de gênero contra Manuela d`ÁvilaO Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP se solidariza com Manuela d’Ávila, candidata do PSOL ao Senado pelo Rio Grande do Sul, que foi vítima de violência política de gênero por parte do deputado federal, Luciano Zucco (PL), que disputa o governo do estado.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Em nota, o Coletivo repudia e condena a atitude do candidato bolsonarista, que pousou sorrindo para fotos com um adesivo no peito onde o rosto de Manuela aparece riscado de vermelho em X. “Transformar o rosto de uma mulher em alvo é um símbolo de violência que extrapola os limites da disputa política e atinge diretamente a democracia.”
Leia a íntegra da nota:
O Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da Federação Única dos Petroleiros (FUP) manifesta seu mais firme repúdio ao ato de violência política de gênero praticado pelo candidato bolsonarista ao Governo do Rio Grande do Sul, Zucco, que exibiu um adesivo com o rosto da candidata ao Senado, Manuela D’Ávila (PSOL-RS), riscado em vermelho, como se ela fosse um alvo.
Não se trata de uma provocação, de uma divergência política ou de uma “brincadeira” de campanha. Trata-se de um gesto carregado de ódio, que busca intimidar, silenciar e ameaçar mulheres que ocupam espaços de poder e de decisão. Transformar o rosto de uma mulher em alvo é um símbolo de violência que extrapola os limites da disputa política e atinge diretamente a democracia.
Nós, mulheres petroleiras, conhecemos de perto o peso da misoginia. Sabemos o que significa atuar em ambientes historicamente masculinos, enfrentar o questionamento permanente de nossa capacidade e lutar diariamente para que nossa voz seja respeitada. Por isso, quando uma mulher é atacada dessa forma, nenhuma de nós permanece indiferente. A violência dirigida a Manuela D’Ávila não atinge apenas uma candidatura; ela atinge todas as mulheres que ousam ocupar espaços historicamente negados a nós.
“Não admitimos que o ódio contra as mulheres seja tratado como estratégia política. Exibir o rosto de uma mulher como um alvo incentiva a violência, legitima a misoginia e afronta a democracia. Nossa solidariedade a Manuela D’Ávila é também um compromisso com todas as mulheres que enfrentam, diariamente, a violência por ousarem existir, liderar e participar da vida pública”, afirma a coordenadora do Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras e diretora da FUP, Nalva Faleiro.
“A violência política de gênero é uma tentativa de impor o medo e afastar as mulheres dos espaços de decisão. Não podemos permitir que esse tipo de prática seja naturalizado ou utilizado como instrumento de disputa eleitoral. Defender a democracia é garantir que todas as mulheres possam participar da vida política com liberdade, respeito e segurança. Enquanto uma mulher for transformada em alvo por exercer seu direito de se posicionar e disputar os rumos do país, nenhuma de nós estará verdadeiramente segura. Seguiremos denunciando toda forma de violência, misoginia e intolerância”, afirma a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira.
27/07/2026
Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP