Dívida será desafio para quem governar Minas Dívida será desafio para quem governar Minas

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 29 de julho de 2026

Quem assumir o Governo de Minas Gerais a partir de 2027 terá pela frente um enorme desafio fiscal. Segundo dados da Secretaria de Estado de Fazenda, a dívida consolidada do Estado ultrapassou R$ 201 bilhões no fim de 2025, dos quais cerca de R$ 177 bilhões correspondem ao débito com a União.

De acordo com reportagem do Jornal Brasil de Fato MG, a dívida do Estado quase dobrou desde o início da gestão de Romeu Zema (Novo), passando de cerca de R$ 113 bilhões, em 2019, para mais de R$ 200 bilhões. Especialistas apontam que a suspensão do pagamento das parcelas da dívida com a União evitou desembolsos imediatos, mas não interrompeu a atualização dos valores, fazendo com que o passivo continuasse crescendo.

O economista Weslley Cantelmo, ouvido pela reportagem, questiona a política de incentivos fiscais adotada pelo governo estadual. Segundo a matéria, Minas concedeu R$ 19,4 bilhões em renúncias fiscais somente em 2025, beneficiando grandes empresas, entre elas a Eletrozema, pertencente à família do ex-governador Romeu Zema.

Na avaliação do economista, a política econômica adotada pelo governo estadual também não tem conseguido transformar a estrutura produtiva de Minas Gerais. Pelo contrário, ela tem contribuído para um processo de redução da complexidade industrial do Estado.

Diante desse cenário, o principal desafio do próximo governador ou governadora será recuperar a capacidade financeira de Minas Gerais sem ampliar o endividamento e, ao mesmo tempo, garantir investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e desenvolvimento econômico, que acumulam demandas históricas.