Reestatiza, Brasil: campanha ressalta a soberania energéticaO preço dos combustíveis, da energia, do gás de cozinha e o custo de vida no país impactam a vida de milhões de brasileiros. Portanto, esse tema precisa estar em evidência no cotidiano e a população ciente sobre como as privatizações de setores estratégicos do país afetam a economia, o desenvolvimento nacional e o próprio bolso. Com o objetivo de engajar a classe trabalhadora nas lutas pela soberania nacional energética, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e parceiros lançaram, em junho, a Campanha Reestatiza, Brasil (@-reestatizabrasil).

Trata-se de uma campanha pela retomada do controle estatal sobre a segurança energética até o abastecimento da população, desde a produção de petróleo, passando pelo refino, pela distribuição até a revenda. Ter combustíveis com preços justos passa pela reestatização das refinarias e distribuidoras da Petrobrás que foram vendidas nos governos anteriores.
Segundo o INEEP, a privatização de mais de 260 ativos da Petrobrás durante as gestões Temer e Bolsonaro, destacando-se a venda da BR Distribuidora, Liquigás, Gaspetro, refinarias e infraestrutura de transporte e escoamento de gás e derivados, reduziu sua integração operacional e sua presença em segmentos estratégicos da cadeia de abastecimento e esse processo reduziu a capacidade da empresa de coordenar o suprimento interno de derivados, afetando o controle dos preços e ampliando riscos de dependência externa de combustíveis e vulnerabilidade diante de crises externas.
“Imagine se tivessem conseguido privatizar tudo, como era o desejo deles? Imagina o quanto a população brasileira estaria pagando no combustível, no diesel, na gasolina, no gás de cozinha, no momento em que estouraram as guerras? ”, alertou a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, durante ato recente na Rlam (refinaria na Bahia privatizada).