Copasa privatizada deixa moradores sem água Copasa privatizada deixa moradores sem água

Notícias, Tribuna Livre | 10 de setembro de 2026

A população de Belo Horizonte já sente os efeitos da privatização da Copasa, efetuada no Governo de Romeu Zema e Mateus Simões. Em 21 dias, aconteceram cinco rompimentos de tubulações e vazamentos da empresa, causando transtornos e deixando mais de 60 bairros sem água. O primeiro foi com uma adutora  no bairro Nova Granada, cuja obra demorou para ser concluída. Foram cenas de ruas inundadas e transtornos para as famílias atingidas. Em São Paulo, onde a Equatorial, mesma empresa que adquiriu ações da Copasa, comanda a Sabesp, episódios semelhantes também são frequentes, além da conta estar mais cara e haver denúncias graves sobre a qualidade da água. 

O Sindágua já havia alertado sobre o processo de sucateamento da empresa ocorrido como preparação para a privatização, que envolveu demissões e falta de investimento. A Copasa já teve mais de 12 mil empregados e hoje tem 9.600. Segundo o Sindágua, a prioridade não é mais a prestação de um serviço público essencial, mas a busca de lucro a qualquer custo em cima de um bem comum, a água, que deveria ser direito de todos. O resultado é sempre o mesmo: aumento das tarifas, crescimento exponencial das reclamações dos usuários, demissão de trabalhadores, corte de custos operacionais e precarização dos serviços.

Reestatiza, Brasil!

O Sindipetro/MG tem enfatizado a importância da Campanha Reestatiza, Brasil!, criada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos. No dia 7 de setembro, diretores do Sindicato distribuíram panfletos da Campanha, no Samba dos Trabalhadores, em Belo Horizonte. A Campanha defende que a Petrobrás volte a ser 100% estatal como uma forma de defesa da soberania nacional e de combustíveis e energia a preços acessíveis para a população, principalmente em um momento de acirramento da guerra dos Estados Unidos no Irã, que pode ampliar seus impactos na vida dos brasileiros e brasileiras. 

A Campanha reafirma a posição da categoria petroleira contrária ao processo de privatização e desnacionalização de ativos estratégicos do setor energético brasileiro, em especial da BR Distribuidora, Liquigás, Gaspetro, refinarias, dutos e demais estruturas pertencentes ao Sistema Petrobrás, cuja entrega comprometeu a soberania energética nacional, fragmentou a empresa integrada e reduziu a capacidade do Estado brasileiro de garantir abastecimento, preços justos, desenvolvimento econômico e segurança energética para o povo brasileiro. 

Para a coordenadora-geral do Sindipetro/MG, Carmen Lúcia Rodrigues, é preciso ampliar a participação estatal no controle da Petrobrás, reestatizar as refinarias e outros ativos privatizados nos governos Temer e Bolsonaro, recuperando a presença da companhia na distribuição e revenda. “Assim como retomar outras empresas de serviços essenciais para a população como água e energia privatizadas, que devem ser públicas, para garantir que a população tenha serviços de qualidade e os trabalhadores seus direitos preservados”, opina.