Sindipetro/MG lança carta-compromisso pelo desenvolvimento de Minas Gerais Sindipetro/MG lança carta-compromisso pelo desenvolvimento de Minas Gerais

Notícias, Tribuna Livre | 17 de setembro de 2026

O Sindipetro/MG lançou, em 17 de setembro, durante evento com a participação de parlamentares e representantes de movimentos sociais, uma carta-compromisso com uma agenda estratégica para o desenvolvimento de Minas Gerais. O documento está disponível para assinatura de candidatos e candidatas nas eleições de 2026.


A carta tem o objetivo de contribuir para o debate público sobre desenvolvimento industrial, infraestrutura estratégica, ciência e tecnologia, segurança energética, valorização do trabalho e soberania nacional. As propostas têm como referência a Plataforma de Políticas Públicas do Setor de Óleo e Gás 2027-2031, elaborada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Também foi apresentada a Proposta para a Política Energética Nacional “Brasil para os Brasileiros”, da Plataforma Operária e Camponesa da Água e Energia (POCAE), da qual o Sindipetro/MG faz parte. “As propostas na carta-compromisso devem ser vistas como um projeto de nação”, afirmou o diretor do Sindipetro/MG, Alisson Cerqueira, na abertura do evento.

O deputado federal Rogério Correia e a deputada estadual Beatriz Cerqueira participaram do evento e assinaram a carta-compromisso do Sindipetro/MG. Também receberam o documento representantes dos gabinetes das vereadoras de Contagem Moara Saboia e Adriana Souza, da vereadora de Belo Horizonte Luiza Dulce, da deputada estadual Leninha e da ex-ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania no governo Lula, Macaé Evaristo, que é candidata a deputada estadual em Minas Gerais. Todos do Partido dos Trabalhadores (PT).
A carta-compromisso do Sindicato destaca o fortalecimento e a ampliação da infraestrutura energética, industrial e logística de Minas Gerais; investimentos na Petrobrás em Minas; a reestatização de ativos estratégicos privatizados e a defesa do patrimônio da Petrobrás; e uma transição energética justa, ordenada e equitativa, entre outros. [Confira a íntegra do documento.]


A pesquisadora do Ineep, Ticiana de Oliveira Álvares, e Soniamara Maranho, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), fizeram palestra e aprofundaram as propostas. “O planejamento energético não é algo de curto prazo. Se não pensarmos no futuro da energia do Brasil a partir de agora, teremos menos soberania energética e maior presença do capital estrangeiro se apropriando dos nossos recursos estratégicos. A energia não é mercadoria. As soluções precisam ser discutidas em conjunto com os trabalhadores e a sociedade”, enfatizou Ticiana.

Para Soniamara, a questão energética é estratégica para a melhoria das condições de vida do povo brasileiro, e é preciso reestatizar tudo o que foi privatizado nos últimos anos. “Na Europa, já há um movimento de reestatização de empresas públicas de serviços essenciais. É urgente fazer avançar o projeto energético popular: água e energia, com soberania, distribuição da riqueza e controle popular”, afirmou. Ela também enfatizou a necessidade de uma política nacional de enfrentamento à crise climática.

A professora Denise Romano, presidente do Sind-UTE e integrante da POCAE, compôs a mesa do evento e falou sobre as disputas de projetos no país. “O nosso projeto está em jogo na próxima eleição. Precisamos ter condições de disputa política, e isso vai depender de quem vamos eleger”, alertou.