Entenda como funciona o sistema de votação no BrasilNas eleições de 2026, cada eleitor brasileiro poderá votar para presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual. Para presidente e governador, é utilizado o sistema majoritário. O candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos para vencer no primeiro turno, mas atenção, votos brancos e nulos não entram nessa conta. Se nenhum candidato alcançar mais de 50% dos votos válidos, os dois mais votados disputam o segundo turno. A eleição para o Senado também é majoritária, mas funciona de maneira mais simples: não há segundo turno. Em 2026, cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores.

A eleição para deputado federal e deputado estadual utiliza o sistema proporcional. Nesse caso, não basta simplesmente contar quem teve mais votos individualmente. Primeiro, são calculadas quantas cadeiras cada partido ou federação terá direito a ocupar, de acordo com a quantidade de votos recebidos pela legenda e pelos seus candidatos, que precisam ter um número mínimo de votos. O partido terá direito a uma parcela das cadeiras disponíveis conforme o percentual de votos recebidos.
O número exato depende dos cálculos previstos na legislação eleitoral, incluindo o quociente eleitoral, que é o número de votos válidos dividido pelo número de cadeiras, e a distribuição das sobras. Só depois dessa divisão é que se define quais candidatos ocuparão as vagas conquistadas pelo partido ou federação, entrando os mais votados dentro da legenda. E se ainda houver cadeiras a distribuir e não houver mais partidos ou federações que atendam aos critérios estabelecidos, as vagas restantes podem ser disputadas por todas as legendas que participam da eleição proporcional, conforme as regras de maiores médias previstas na legislação eleitoral.
O Brasil adota o sistema de lista aberta. Isso significa que o eleitor pode escolher diretamente um candidato ou votar apenas na legenda. Os votos recebidos pelos candidatos ajudam a determinar quais nomes, dentro de cada partido ou federação, ocuparão as cadeiras conquistadas. Por isso, na eleição proporcional, um candidato mais votado pode ajudar seu partido a conquistar mais cadeiras.
É importante ressaltar que o partido tem que conquistar a cadeira, mas o seu candidato também tem que ter uma votação mínima. Caso contrário, o partido perde a cadeira que vai para outro para outro partido. Ou seja, com as atuais regras, o voto só na legenda corre o risco de contribuir com a eleição de candidatos de outras legendas.