Histórico de resistência aos ataques à PetrobrásA Petrobrás sempre esteve no centro das disputas políticas do nosso país. Sua criação foi fruto de uma luta popular, do povo organizado, quando as elites diziam que seria impossível explorar petróleo no Brasil. A pressão das elites contra a criação da Petrobrás chegou a ser citada na carta-testamento de Getúlio Vargas. Na década de 1990, houve a tentativa de entrega do patrimônio nacional, com a venda a preço de banana por várias grandes empresas estatais, como a Vale. Os petroleiros resistiram, com greves históricas em 1994 e 1995.

Nos anos 2000, o pré-sal, uma das maiores descobertas de riquezas no mundo inteiro nas últimas décadas, foi desdenhado pelas elites brasileiras, mas posteriormente foi alvo de espionagem estrangeira durante o Governo Dilma. O modelo de partilha, o fortalecimento da Petrobrás e da indústria nacional foram um dos motivos para o golpe contra Dilma Rousseff que, como já provado, não cometeu nenhum crime.
A queda de Dilma e a prisão política de Lula abriram caminho para um dos períodos mais tenebrosos da história da Petrobrás. Com Temer e Bolsonaro, refinarias foram colocadas à venda, fábricas de fertilizantes e biodiesel foram fechadas, e empresas de distribuição e transporte de combustíveis foram entregues a preço de banana, como BR Distribuidora, Liquigás e TAG. Enquanto isso, os preços do diesel, gasolina e gás de cozinha estouraram, gerando muita inflação, greves de caminhoneiros e levando famílias mais pobres cozinharem com lenha.
Em 2023, com a reeleição de Lula, esse pesadelo foi interrompido e foi iniciado um período de reconstrução da empresa. A política de preços de combustíveis foi alterada e os preços baixaram. Os investimentos foram retomados, com a volta de projetos na RNEST, Complexo Boaventura e UFN III, a reabertura das Fafens Paraná, Bahia e Sergipe, o cancelamento da privatização da PBio e do processo de venda de refinarias como a Regap. As unidades voltaram a contar com investimentos para ampliação de produção, novas unidades, projetos de transição energética etc. Os projetos socioambientais e culturais também foram retomados, envolvendo investimentos históricos nos últimos três anos, assim como tem sido crescente as contribuições em impostos e dividendos aos governos federal, estaduais e municipais.
Reestatiza, Brasil!
Muito ainda falta para avançar, por isso não há espaço para retrocessos. As lutas agora precisam ser pela reestatização das refinarias privatizadas, como a RLAM e REMAN, além das empresas do Sistema Petrobrás vendidas no governo Bolsonaro. Portanto, eleja quem tem compromisso com a Petrobrás estatal, a serviço do povo brasileiro, gerando emprego, desenvolvimento e soberania para o Brasil.
Como o presidente da República não governa sozinho, vote em deputados/as e senadores/as comprometidos/as com uma agenda que tenha respaldo popular: valorização do salário mínimo, redução das desigualdades, defesa do SUS, educação pública, proteção ambiental, desenvolvimento econômico, soberania nacional, direitos das mulheres, combate ao racismo, tributação mais justa e melhores condições de trabalho.