Lembrar para não esquecer!Entre 2016 a 2022, durante os governos Temer e Bolsonaro, a Petrobrás teve o seu pior momento da história. Não só os postos de trabalho quase foram extintos, pioraram salários, benefícios e condições de trabalho de empregados próprios e terceirizados, como houve o risco real da Regap ser vendida.

Desemprego: O número de empregados próprios e terceirizados da Regap e outras unidades diminuíram muito, com redução do número de contratos e o fim dos concursos públicos.
Salários e benefícios rebaixados: Trabalhadores sofreram com contratos rebaixados, redução de salários e cortes de benefícios, especialmente contratados. Multiplicavam-se os casos de atrasos e calotes. Coisas básicas como cestas básicas e plano de saúde para dependentes foram excluídas.
Precarização e insegurança: Unidades tiveram redução dos serviços de manutenção, com aumento de acidentes graves e mortes em todo o Sistema Petrobrás. Postos de trabalho foram terceirizados, com a substituição por trabalhadores com piores salários e benefícios, além de péssimas condições de trabalho.
Medo e angústia: Trabalhadores não sabiam se chegariam para trabalhar e a Regap estaria vendida. Muitos temiam serem transferidos ou demitidos com a chegada de uma nova empresa privada. Existia a possibilidade real de parada da produção e utilização da Regap apenas como local de armazenamento de combustíveis vindos de outro estado, como ocorreu na privatização da Reman, em Manaus (AM).
Lutas para não perder: Movimentos grevistas não eram mais realizados para conquistar mais direitos ou aumentos reais no salário, mas sim para impedir cortes de benefícios, atrasos de salários e demissões.
Repressão: A resistência e organização dos trabalhadores era tratada basicamente com demissão e polícia. Com o aumento do desemprego e das ameaças de chefes e gerentes, muitos contratados temiam fazer greve. Sindicalistas foram proibidos de entrar na dependência das unidades, tratados como bandidos.