Petroleiros de Minas Gerais aprovam Acordo de PLR 2026/2027 e contribuição assistencial
O Sindipetro/MG concluiu, nesta quarta-feira (15), o ciclo de assembleias gerais com a categoria petroleira para deliberação sobre o Acordo de PLR e Remunerações Variáveis 2026/2027 e a contribuição assistencial. As assembleias, realizadas entre os dias 29 de setembro e 15 de outubro com todas as unidades da Petrobrás no estado, aprovaram as pautas por ampla maioria dos votos.
O que foi aprovado
A pauta deliberada pelos trabalhadores incluiu dois pontos:
Indicação da FUP e contexto da negociação
O indicativo de aceitação das propostas foi aprovado pelo Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) em 23 de setembro, após um processo de negociação conduzido pela entidade junto à Petrobrás, Transpetro, Termobahia, TBG, Petrobras Biocombustível (PBio) e FAFEN-PR (Ansa). Na oportunidade, a FUP pressionou as empresas por avanços e defendeu a manutenção da mesa única de negociação para todas as empresas do Sistema Petrobrás.
Entre os principais avanços conquistados estão a elevação do piso para 2027 na Petrobrás, Transpetro e Termobahia, que nas propostas anteriores permanecia congelado, a preservação da relação de até quatro vezes entre piso e teto, e a inclusão de um gatilho de 10% no PRD/PPP em 2026 e 2027, condicionado ao atingimento dos indicadores de Ebitda.
A proposta também prevê a possibilidade de renovação do Acordo de PLR por mais dois anos após 2027, mediante concordância das partes e referendo das assembleias de base. O pagamento do adiantamento da PLR em janeiro está condicionado à assinatura do acordo até 16 de outubro.
Comparação entre governos
A coordenadora geral da FUP, Cibele Vieira, destacou a importância do acordo no contexto político recente. “É importante fecharmos esse acordo, que nos dá uma segurança para os próximos anos, e reelegermos o companheiro Lula. Durante os quatro anos do governo Bolsonaro o total de PLR foi de 3 remunerações. No governo Lula conseguimos isso a cada ano” afirmou.
As negociações também trouxeram melhorias para as subsidiárias. Na PBio, a proposta prevê um Programa de Remuneração por Desempenho (PRD) e garante, no mínimo, um abono nos mesmos valores do piso da holding. Na TBG, 6,25% do lucro líquido será destinado à PLR, com distribuição igualitária. Na Ansa (Fafen-PR), houve melhora na bonificação de 2026, com pagamento igual para todos, e acréscimo do PRD em 2027, condicionado à partida da unidade.