Sindipetro/MG exige apuração de denúncias contra contratadasO Sindipetro/MG encaminhou ofícios à gestão da Petrobras em Minas Gerais cobrando esclarecimentos e providências urgentes diante de uma série de denúncias envolvendo trabalhadores contratados que atuam na Refinaria Gabriel Passos (Regap). As denúncias apontam situações de assédio moral, discriminação, violência no ambiente de trabalho, práticas antissindicais, jornadas exaustivas e falhas na proteção da saúde física e mental dos trabalhadores. Segundo os relatos, muitos desses casos não são recentes e permaneceram sem registro por receio de retaliações.

O Sindicato também alertou a Petrobrás sobre denúncias de que trabalhadores teriam sido demitidos pouco tempo depois do Sindicato divulgar situação geral de assédio moral tanto nas empresas contratadas como entre trabalhadores próprios. Para o Sindipetro/MG, esse tipo de prática é inadmissível.
Nos ofícios, a entidade lembra que tais práticas contrariam os princípios da Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da eliminação da violência e do assédio no mundo do trabalho, além das diretrizes da nova NR-1 e dos compromissos assumidos pela própria Petrobrás no Acordo Coletivo de Trabalho, especialmente no que diz respeito ao combate à violência no trabalho e à proteção dos denunciantes.
O Sindicato ressalta que, embora os empregados pertençam a empresas contratadas, a Petrobrás tem responsabilidade sobre as condições de trabalho em suas unidades e deve assegurar que suas prestadoras de serviço cumpram os princípios de respeito aos direitos humanos e à dignidade dos trabalhadores. Diante da gravidade dos fatos, o Sindipetro/MG exige a apuração rigorosa de todas as denúncias, adote medidas para eliminar possíveis situações de violência e assédio e garanta que nenhum trabalhador ou trabalhadora sofra qualquer tipo de retaliação por exercer seu direito de denunciar irregularidades.