Sindipetro/MG repudia violência e práticas antissindicais na ReplanO Sindipetro/MG manifesta seu repúdio aos graves episódios de violência, intimidação e repressão denunciados durante a greve dos trabalhadores da construção e montagem da Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo e reafirma solidariedade à luta dos contratados em greve e aos dirigentes sindicais que vêm sofrendo ameaças e agressões.

As denúncias apresentadas pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e pelo Sindipetro Unificado relatam um cenário incompatível com qualquer ambiente democrático de relações de trabalho. Trabalhadores e dirigentes sindicais denunciam a atuação de seguranças privados armados, agressões físicas, emboscadas contra sindicalistas, presença ostensiva da Polícia Militar nas portarias da refinaria e tentativas de impedir o contato entre os representantes sindicais e os grevistas. Há trabalhadores hospitalizados, incluindo um que corre risco de perder a visão.
A greve foi deflagrada depois que as empresas interromperam a mesa de negociação e foram para o judiciário. Os grevistas lutam por reajuste salarial, melhorias nos benefícios, aumento do vale-alimentação, do café da manhã, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e da cesta natalina.
Independentemente da apuração e responsabilização dos envolvidos em cada episódio, é inadmissível que a organização sindical e o exercício do direito de greve sejam tratados com intimidação e violência. O direito de greve, a liberdade de organização sindical e a negociação coletiva são garantias constitucionais que precisam ser respeitadas por todas as empresas que atuam no Sistema Petrobrás.
O Sindicato também tem cobrado da Petrobrás uma postura firme para assegurar que as empresas contratadas respeitem os direitos fundamentais dos trabalhadores e garantam condições para o livre exercício da atividade sindical.
“Práticas antissindicais não podem ter espaço no Sistema Petrobrás. A criminalização da luta dos trabalhadores, o uso da força para intimidar grevistas e qualquer tentativa de enfraquecer a organização coletiva representam um grave ataque à democracia e aos direitos conquistados pela classe trabalhadora ao longo de décadas”, opina a coordenadora-geral do Sindipetro/MG, Carmen Lúcia Rodrigues.