40º Congresso Estadual dos Petroleiros iniciou com debate sobre geopolítica e soberania nacionalO 40º Congresso Estadual dos Petroleiros de Minas Gerais teve início nesta quinta-feira (2/07), com a leitura do regimento interno, a eleição da mesa diretora e um debate sobre a conjuntura, com a participação de José Kobori, professor e financista, e Juvandia Moreira, presidenta da CONTRAF/CUT e vice-presidenta da CUT. O Congresso tem como tema “Petrobrás: reconstruir, integrar e avançar para o desenvolvimento e soberania nacional”.

Foto: Debora Junqueira
Na abertura, representantes de entidades sindicais, movimentos sociais e parlamentares presentes fizeram saudações políticas. Nos discursos, muitos parabenizaram a atual diretoria do Sindipetro/MG, principalmente pela eleição da petroleira Carmen Lúcia Rodrigues para a coordenação-geral, tornando-se a primeira mulher a comandar a entidade.
Estiveram presentes representantes do MAB, MAM, Levante Popular da Juventude, MTB, MNU, CUT, dos sindicatos dos Bancários, dos Metalúrgicos, dos Correios e do Sindágua. Também enviaram representantes os mandatos da deputada Beatriz Cerqueira e do vereador Bruno Pedralva. Presencialmente, participaram a vereadora de Contagem, Moara Saboia, e o deputado federal Rogério Correia.
A presidenta da CONTRAF/CUT, Juvandia Moreira, iniciou sua fala ressaltando que a primeira tarefa da classe trabalhadora neste momento é reeleger o presidente Lula. “Precisamos avançar com as lutas dos trabalhadores, como a redução da jornada sem redução de salário, e não podemos retroceder”, afirmou.
A sindicalista também destacou a preocupação com a soberania digital e os impactos das tecnologias nas eleições e na sociedade. Segundo ela, é necessário haver controle na gestão dos dados nacionais, além de enfrentar o desafio de alcançar a maioria da população nas redes sociais para fortalecer o apoio às pautas progressistas. Ao responder perguntas dos participantes, Juvandia falou ainda sobre o impacto negativo da “uberização” do trabalho, com o aumento da exploração e da precarização da vida dos trabalhadores. “Pesquisas mostram que as pessoas não querem ser ‘empreendedoras’; querem ganhar mais e ter seus direitos respeitados”, afirmou.

Foto: Lorena Nicácio
O professor José Kobori abordou temas ligados à geopolítica, lembrando que a economia é política. “O que estamos vendo nessa mudança da ordem mundial mostra o quanto é estratégico dominar a cadeia de energia no mundo. E a Petrobrás, uma das poucas empresas públicas que sobraram depois desse ataque neoliberal, tem um papel estratégico para elevar o desenvolvimento econômico do país. É fundamental a defesa da soberania nacional e o planejamento de como dominar a cadeia do petróleo e a cadeia de energia”, enfatizou.
Kobori também ressaltou o cenário de ataques dos Estados Unidos não apenas à Venezuela, mas também ao Irã. “É até ingênuo que uma parte da população brasileira ainda não tenha se dado conta do quão estratégica é uma empresa estatal como a Petrobras, um orgulho nacional criado na época da forte industrialização do país. O que restou para nós aqui ainda serve como resistência e resiliência na defesa da nossa soberania nacional”, opinou.
A programação do 40º Congresso do Sindipetro/MG continua nesta sexta-feira e no sábado. Há intérpretes de Libras e transmissão online pelo link [Cique]. Ao final do último dia, haverá a tradicional festa julina do Sindicato.
Veja a programação
03 de julho (sexta-feira)
18h às 19h30
Mesa 2 – Desafios e estratégias de luta no pós-emprego
Luiz Felipe (Petros): APS/PASA
19h30
Confraternização – Chopp e caldos
04 de julho (sábado)
8h30 às 9h
Café da manhã
9h às 11h40
Mesa 3 – Conjuntura internacional e mercado do petróleo: desafios da Petrobrás
Rosângela Buzanelli (CA Petrobrás)
Francismar Ferreira (UFES)
12h às 13h30
Almoço
13h30 às 15h
Mesa 4 – Pauta Brasil Soberano: desafios para a reconstrução, integração e avanços
Convidado do DIEESE
Trabalhos em grupos – Passos para reconstrução, integração e avanços
15h às 16h30
Mesa 5 – Pendências do ACT (Plano de Cargos e Salários, PEDs, acordo de PLR), condições de trabalho e SMS
16h30 às 18h30
Plenária final
18h30
Festa julina de confraternização