Dirigentes do Sindipetro/MG distribuíram boletim sobre violência e práticas antissindicais na ReplanA diretoria do Sindipetro/MG distribuiu o Boletim Rádio Peão, na portaria da Regap, na manhã desta terça-feira (7/07), dia nacional de luta por direitos e liberdade sindical dos prestadores de serviço da Petrobrás, convocado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP). Os diretores do Sindicato conversaram com trabalhadoras e trabalhadores, dentro dos ônibus, sobre a grave situação enfrentada pelos trabalhadores da construção civil em movimento grevista na Replan, em Paulínia, São Paulo.

A coordenadora-geral, Carmen Lúcia Rodrigues, lembrou que a violência contra qualquer trabalhador é violência contra toda a classe trabalhadora, advertindo “não aceitaremos retrocessos, intimidação ou repressão”.
O boletim Rádio Peão 283 traz na capa a nota de repúdio do Sindicato às ações antissindicais praticadas por empresas contratadas da Petrobrás, na greve da construção. E o 40º Congresso Estadual dos Petroleiros de Minas Gerais também aprovou uma moção de repúdio aos episódios violentos ocorridos na Replan.



Moção de repúdio às ações criminosas e antissindicais praticadas por empresas contratadas da Petrobrás na greve da construção civil na Replan
As delegadas e delegados reunidos no 40º Congresso dos Petroleiros de Minas Gerais, promovido pelo Sindipetro/MG, manifestam seu veemente repúdio às ações criminosas, antissindicais e profundamente atentatórias aos direitos fundamentais perpetradas por trabalhadores da construção civil, reunida em legítimo movimento grevista na REPLAN.
É inaceitável que, em pleno exercício do direito constitucional de greve, trabalhadores tenham sido submetidos a um ambiente de intimidação, violência e repressão. Não bastasse a presença massiva e ostensiva da Polícia Militar, a serviço de seguranças particulares armados atuando para impedir o piquete e restringir o acesso dos grevistas aos ônibus, foi ainda armada uma emboscada contra dirigentes sindicais que organizavam o movimento por homens encapuzados, resultando em vítimas gravemente feridas. Tal episódio ultrapassa qualquer limite de convivência democrática e revela um método de repressão que afronta a dignidade humana e a liberdade sindical.
Denunciamos que este não é um fato isolado. Há relatos de práticas semelhantes em outras bases da Petrobrás, evidenciando um padrão de conduta que visa desmobilizar a categoria, criminalizar a ação sindical e sufocar a organização dos trabalhadores por meio de violência física, ameaças e intimidação.
A greve é um instrumento legítimo de defesa dos direitos coletivos, reconhecido pela Constituição Federal e por convenções internacionais ratificadas pelo Brasil. Qualquer tentativa de impedir sua realização por meios coercitivos, violentos ou ilegais constitui grave violação dos direitos humanos e trabalhistas.
Diante disso, esta moção:
Repudia de forma categórica todas as ações violentas, antissindicais e criminosas praticadas contra os trabalhadores e seus representantes;
Exige investigação rigorosa e responsabilização dos envolvidos, incluindo empresas contratadas e agentes públicos que tenham atuado de forma abusiva;
Reafirma o compromisso da categoria com a luta democrática, pacífica e organizada por melhores condições de trabalho;
Solicita que a Petrobrás adote medidas imediatas para impedir que tais práticas se repitam em qualquer unidade da empresa;
Expressa solidariedade aos trabalhadores feridos e às lideranças sindicais que foram alvo de ataques covardes.
A violência contra qualquer trabalhador é violência contra toda a classe trabalhadora. Não aceitaremos retrocessos, intimidação ou repressão. A luta segue, e a categoria permanece unida e firme na defesa de seus direitos.
Belo Horizonte, 4 de julho de 2026
40º Congresso dos Petroleiros de Minas Gerais — Sindipetro/MG