Lucro recorde da Petrobrás reforça luta por Plano de Cargos justoA Petrobrás apresentou no segundo trimestre de 2026 um dos melhores resultados da sua série histórica, ao registrar lucro líquido de R$ 52,4 bilhões. Os números revelam um crescimento de 61% em relação ao primeiro trimestre do ano e uma alta de 97% sobre o lucro alcançado no mesmo período de 2025. Ou seja, apesar das fortes críticas do mercado, a estatal brasileira segurou os preços dos combustíveis no mercado interno, aumentou a produção e as exportações, o que resultou em lucro recorde.

Os números confirmam a importância da reconstrução e do fortalecimento da Petrobrás, mas também evidenciam uma contradição. Enquanto a empresa apresenta resultados extraordinários, os trabalhadores e trabalhadoras continuam enfrentando políticas de contenção de gastos, precarização e falta de reconhecimento.
Dos R$ 17,4 bilhões em dividendos que serão distribuídos, R$ 8,4 bilhões irão para investidores estrangeiros, que detêm 48% do capital acionário da empresa. Ao mesmo tempo, a categoria segue lutando por um Plano de Cargos e Salários justo para todo o Sistema Petrobrás, sem que a gestão apresente uma proposta à altura das reivindicações. Além disso, aposentados e pensionistas aguardam soluções para os equacionamentos da Petros, e os trabalhadores contratados continuam lutando contra a precarização.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) alerta sobre a necessidade de avançar no debate sobre para quem e para o quê deve servir a exploração dos recursos naturais. Apesar dos dividendos pagos pela Petrobrás terem retornado ao patamar de 30% do lucro líquido (no governo Bolsonaro, os acionistas chegaram a se apropriar de mais de 100% do lucro), o valor ainda é muito alto. Ou seja, o percentual dos dividendos voltou aos patamares pré-golpe, mas os lucros seguem sendo exorbitantes e enriquecendo o setor privado, sobretudo os fundos de investimentos estrangeiros.