Margarida Alves: memória que convoca o presenteHá 43 anos, Margarida Alves foi assassinada por sua atuação em defesa dos trabalhadores rurais.

Sua trajetória permanece atual não apenas pela coragem que representou, mas pelo caminho que ajudou a abrir para a participação das mulheres no movimento sindical.
Hoje, esse legado exige mais do que reconhecimento simbólico. Exige organização coletiva e compromisso institucional.
Ampliar a presença das mulheres nos espaços de decisão, criar estruturas de acolhimento e proteção e enfrentar desigualdades e violências também são responsabilidades das entidades sindicais.
A participação feminina não pode depender apenas da coragem individual de quem ocupa esses espaços.
Fortalecer as mulheres é fortalecer o próprio sindicalismo.
Ana Luíza Pereira Fernandes, advogada trabalhista