Conselho Deliberativo da FUP apresenta indicativo de aceitação da proposta de Acordo de PLR Conselho Deliberativo da FUP apresenta indicativo de aceitação da proposta de Acordo de PLR

Notícias, Tribuna Livre | 24 de setembro de 2026

Propostas apresentadas pela Petrobrás e subsidiárias avançaram após pressão da FUP por uma negociação em mesa única. Trabalhadores e trabalhadoras vão deliberar em assembleia nos próximos dias

O Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) aprovou, nesta quarta-feira (23), indicativo de aceitação da proposta de acordo de PLR e remunerações variáveis apresentadas pela Petrobrás, Transpetro, Termobahia, TBG, Petrobras Biocombustível (PBio) e FAFEN- PR (Ansa). As propostas serão agora submetidas à deliberação dos trabalhadores e trabalhadoras nas assembleias que serão realizadas pelos sindicatos filiados nos próximos dias.
O indicativo é resultado do processo de negociação conduzido pela FUP, que pressionou as empresas por avanços nas propostas e defendeu que seja mantida a mesa única de negociação para todas as empresas do Sistema Petrobrás. A rodada mais recente trouxe alterações em relação às propostas apresentadas anteriormente, especialmente nos valores dos pisos e na busca por maior equidade entre os trabalhadores das diferentes empresas.

 

Na Petrobrás, Transpetro e Termobahia, o valor do piso para 2027 foi elevado em relação às propostas anteriores, que mantinham o valor congelado. Foi preservada a relação de até quatro vezes entre piso e teto. As três empresas também incluíram um gatilho de 10% no PRD/PPP em 2026 e 2027, condicionado ao atingimento dos indicadores de Ebitda.
Outro avanço apresentado na negociação é a possibilidade de renovação do Acordo de PLR por mais dois anos após 2027. A renovação dependerá da concordância das partes e do referendo das assembleias de base.
A proposta estabelece ainda que o pagamento do adiantamento da PLR em janeiro está condicionado à assinatura do acordo até 16 de outubro.

As negociações também produziram mudanças nas propostas das subsidiárias. PBio, TBG e Ansa, que inicialmente apresentavam condições inferiores às propostas da holding, avançaram em pontos relacionados à remuneração dos trabalhadores.
Na PBio, a proposta prevê um Programa de Remuneração por Desempenho (PRD) e garante, no mínimo, o pagamento de um abono nos mesmos valores do piso estabelecido pela holding para 2026 e 2027.
Na TBG, a proposta estabelece a destinação de 6,25% do lucro líquido para a PLR, com distribuição igualitária entre os trabalhadores em 2026. O mesmo percentual será aplicado em 2027, também com distribuição linear. Eventual valor adicional, respeitado o limite de 6,25% do lucro líquido, será destinado ao programa de PRD.
Na Ansa, responsável pela Fafen-PR, houve melhora na bonificação prevista para 2026, com pagamento de valor igual para todos os trabalhadores. Para 2027, o valor será acrescido do PRD, condicionado à partida da unidade. A proposta também garante o pagamento do abono e do PRD aos novos empregados, de forma proporcional à data de admissão.

Cibele Vieira, coordenadora geral da FUP considerou sobre o indicativo de aceitação da proposta, “É importante fecharmos esse acordo, que nos dá uma segurança para os próximos anos, e reelegermos o companheiro Lula. Durante os quatro anos do governo Bolsonaro o total de PLR foi de 3 remunerações. No governo Lula conseguimos isso a cada ano.”

Com a conclusão dessa etapa da negociação, a decisão passa agora para as bases. O indicativo aprovado pelo Conselho Deliberativo orientará a posição da FUP nas assembleias, mas a deliberação sobre a aceitação das propostas caberá aos trabalhadores e trabalhadoras.
Os sindicatos filiados à FUP divulgarão o calendário e os procedimentos das assembleias em suas respectivas bases. A FUP orienta os trabalhadores a participarem das deliberações e acompanharem as convocações de seus sindicatos.