73 anos da Petrobrás: eleições vão definir os rumos da maior empresa brasileira 73 anos da Petrobrás: eleições vão definir os rumos da maior empresa brasileira

Notícias, Tribuna Livre | 1 de outubro de 2026

Fruto da campanha “O Petróleo é Nosso”, a Petrobrás foi criada em 3 de outubro de 1953. Mais de sete décadas depois, a maior empresa do país permanece como símbolo da disputa entre a soberania nacional, o papel do Estado e os interesses do mercado. Ao longo de sua história, a Petrobrás sempre foi alvo de ataques e somente estará a salvo de vendedores da pátria se houver a reeleição do presidente Lula e a formação de um Congresso amigo do povo.

 

 

A luta da categoria ao longo da última década enfrentou o projeto de privatização que teve início com a operação Lava Jato e se intensificou nos governos Temer e Bolsonaro, com a venda de subsidiárias, refinarias, campos de petróleo e outros ativos estratégicos. Os trabalhadores e as trabalhadoras resistiram e conseguiram, com a eleição de Lula, que parte desse processo fosse revertida.

Aos 73 anos, a Petrobrás é motivo de orgulho para o povo brasileiro, especialmente para as várias gerações de trabalhadores e trabalhadoras que constroem cada resultado da empresa. A Petrobrás apresentou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões (US$ 10,4 bilhões) no segundo trimestre de 2026, 97% a mais do que no mesmo período de 2025. Considerando o segundo semestre de 2026, pela primeira vez na história, a margem de lucro líquido da Petrobrás, cresceu mais do que a da gigante Saudi Aramco, a maior petrolífera do mundo, segundo dados do Dieese/FUP. “A riqueza gerada pela Petrobrás deve se traduzir em conquistas para trabalhadoras e trabalhadores e desenvolvimento para o Brasil”, afirma Carmem Lúcia Rodrigues, coordenadora-geral do Sindipetro/MG. 

Nas eleições de 2026, está em jogo a defesa da soberania nacional, que também passa pelo fortalecimento do Sistema Petrobrás. Portanto, é preciso ampliar a luta pela reconstrução de uma Petrobrás pública, integrada e a serviço do povo. Nesse sentido, lutar pela reestatização dos ativos estratégicos privatizados nos governos anteriores deve estar no centro das lutas da categoria petroleira, para garantir um futuro com soberania energética e desenvolvimento do país.