Entidades sindicais fazem alerta em Dia Nacional de Luta contra a Exposição ao BenzenoPara marcar o Dia Nacional de Luta contra a Exposição ao Benzeno, nesta segunda-feira, 05/10, o Coletivo de Sindicatos de Categorias Expostas ao Benzeno elaborou um jornal especial com informações sobre os riscos da exposição, prevenção, saúde dos trabalhadores e as principais reivindicações do movimento sindical.

A publicação reforça que “não existe limite seguro de exposição ao benzeno” e destaca como uma das principais bandeiras deste ano a defesa da manutenção do Valor de Referência Tecnológico (VRT) e a retomada e fortalecimento das comissões de acompanhamento do benzeno.
O material é uma iniciativa conjunta de entidades sindicais, entre elas CUT, CTB, Força Sindical, UGT, CSP-Conlutas, CSB, FUP, FNP e Intersindical, além de outras organizações que atuam na defesa da saúde dos trabalhadores.
Um dos principais temas do jornal é a mobilização contra a redução do VRT do benzeno e em defesa do fortalecimento das comissões que acompanham a exposição dos trabalhadores. A publicação alerta que o VRT não representa um limite seguro, mas uma referência utilizada para orientar a prevenção e a redução contínua da exposição. O movimento sindical defende a adoção de tecnologias e equipamentos capazes de controlar os níveis de benzeno nos ambientes de trabalho.
Benzeno, saúde e direitos dos trabalhadores
O jornal também chama atenção para os graves efeitos da exposição ao benzeno, substância reconhecidamente cancerígena. Entre as medidas defendidas estão o acompanhamento permanente da saúde, a realização dos exames previstos nos programas de saúde ocupacional e o correto registro das exposições. A publicação ressalta ainda a importância da emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) quando houver exposição ou suspeita de contaminação.
Outro destaque é a importância dos Grupos de Trabalhadores do Benzeno (GTBs) dentro das CIPAAs. Esses grupos têm papel fundamental na fiscalização dos ambientes de trabalho, identificação de riscos e acompanhamento das medidas de prevenção. O jornal orienta os trabalhadores a conhecerem e fortalecerem a atuação dos GTBs como instrumento de organização e defesa da saúde coletiva.
A publicação aborda ainda a necessidade de fiscalização do Programa de Prevenção da Exposição Ocupacional ao Benzeno (PPEOB). Os GTBs devem acompanhar sua implementação, verificar as condições operacionais e monitorar os níveis de exposição dos trabalhadores. O objetivo é identificar problemas e cobrar medidas que reduzam vazamentos e outras situações que possam colocar a saúde dos trabalhadores em risco.
O jornal lembra que a exposição ao benzeno não está restrita à indústria do petróleo. Frentistas e demais trabalhadores de postos de combustíveis também estão sujeitos à substância durante atividades como abastecimento, descarga de combustíveis, medição de tanques e coleta de amostras. Por isso, a publicação reforça a necessidade de procedimentos seguros, proteção coletiva, higienização adequada dos uniformes e acompanhamento permanente da saúde.
O material também traz orientações para que uniformes contaminados não sejam levados para casa, evitando que o benzeno presente nas roupas de trabalho seja transportado para o ambiente doméstico e exponha familiares.
Neste 5 de outubro, as entidades reafirmam que a luta contra a exposição ao benzeno é uma luta pela vida e defendem a organização dos trabalhadores, a fiscalização dos ambientes de trabalho e políticas efetivas de prevenção.
Confira abaixo o jornal completo elaborado pelo Coletivo de Sindicatos de Categorias Expostas ao Benzeno:

