Das urnas às redes, a mobilização continua
A eleição de Lula foi marcada pela participação de jovens, mulheres, idosos e trabalhadores, que levaram o debate político às ruas, aos locais de trabalho e aos espaços digitais.
Nas redes sociais, apoiadores organizaram o chamado “Exército do Lula”, compartilhando conteúdos da campanha, disputando as narrativas e apresentando a verdade sobre Flávio Bolsonaro. Em uma disputa polarizada, a mobilização digital buscou ampliar o alcance da campanha e enfrentar a lógica dos algoritmos das grandes empresas de tecnologia, um desafio que também se coloca para a esquerda em outros países.
Essa atuação somou-se ao trabalho de militantes, sindicatos e movimentos populares, que promoveram o diálogo com a população e incentivaram a participação nas urnas.
O resultado eleitoral, porém, não pode ser o fim do engajamento político. A defesa da democracia exige mobilização e denúncia permanentes contra fake news, assédios e ataques violentos de setores bolsonaristas, principalmente diante de um Congresso de perfil de extrema-direita.
A isso se soma a pressão política e social contra quaisquer ações que dificultem a soberania nacional e a implementação do programa de governo eleito.