Capacho de Parente faz propaganda das privatizações na Regap Capacho de Parente faz propaganda das privatizações na Regap

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 11 de maio de 2018

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Mal anunciou a venda de parte do seu parque de refino, a direção da Petrobrás já veio em “excursão” à Minas propagandear seu programa de privatizações na área.

Na manhã da última sexta-feira (11), em palestra surpresa para uma plateia formada principalmente por gerentes, supervisores e coordenadores da Regap, o diretor executivo de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino Ramos, falou sobre o “reposicionamento” da Petrobrás na área do refino. Como já ocorrido em outras refinarias, os capachos de Pedro Parente tem se esforçado para tentar convencer a categoria de que a venda de refinarias de petróleo será benéfica para a Petrobrás e para o Brasil.

A comitiva chefiada por Celestino confirmou que a Regap chegou ser incluída em uma lista de vendas de ativos, juntamente com o Comperj e a Reduc. No entanto, em razão de algumas características da unidade, como sua localização, ela foi uma das primeiras a ser excluída pois sua participação seria mais interessante em parcerias voltadas para a região Centro-Oeste do País. Ao ser questionado sobre o motivo da entrega do refino, Celestino usou uma velha desculpa esfarrapada: diminuir o endividamento da companhia.

O diretor do Sindipetro/MG e da FUP, Alexandre Finamori, esteve presente na apresentação e confrontou a justificativa do diretor para a venda de ativos. Segundo estudo do Ineep, apontou o sindicalista, a Petrobrás tem condições de atingir as metas colocadas no Plano Estratégico e Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 sem ceder a interesses estrangeiros por meio da entrega do pré-sal e da venda de unidades. Isso aconteceria ampliando-se o prazo de 2018 para 2022 para se alcançar a meta de alavancagem de 2,5. O estudo foi, inclusive, confirmado por um levantamento da agência de risco Moody’s, divulgado no ano passado.

Finamori também criticou o fato de que os gestores ficaram por mais de 1h30 falando à categoria sobre mercado e, por nenhum momento, incluírem a palavra “trabalhador” no discurso. Afirmou ainda que a categoria deixou a sala onde aconteceu a apresentação receosa em relação ao avanço da privatização.

Fica claro, portanto, que a gestão Parente tem se preocupado em mentir para a categoria para tentar justificar o injustificável. O grande erro da alta administração da Petrobrás, entretanto, é subestimar a inteligência e a capacidade de mobilização da categoria petroleira. A história mostra que os petroleiros nunca hesitaram em lutar em defesa da empresa, símbolo maior da soberania nacional.

Assim como Minas Gerais, as demais bases da FUP tem aprovado por ampla maioria a greve nacional contra a privatização da Petrobrás. Na próxima segunda-feira (14), o Sindipetro/MG realizará um seminário de greve no Sindicato, justamente para debater com a categoria a construção de uma mobilização capaz de barrar o desmonte da empresa. Vamos mostrar para Parente e seus capachos que eles estão cutucando a onça com a vara curta!

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